O líder comunitário Júnior Nogueira irá à Polícia Federal nesta quinta-feira, 25, para formular uma denúncia por difamação contra o deputado federal Cícero Almeida (PMDB), candidato a Prefeitura de Maceió. Ele seria ouvido hoje pelo delegado Nivaldo Aleixo, mas, como Almeida possui foro privilegiado, o inquérito ficará a cargo da PF.

Em entrevista ao CadaMinuto, Júnior disse que irá cobrar uma retratação de Almeida e exigir que o candidato prove as acusações feitas durante um comício realizado na semana passada, na Grota do Cigano, no Jacintinho.

“Ele disse que vagabundo era apelido para o que eu era e inventou que meu pai contou que eu era traficante e liderava uma gangue na Grota do Cigano. Em dois dias, meu pai, que tem 83 anos, esteve duas vezes na emergência médica por conta dessa história”, desabafou o líder comunitário.

Júnior disse que não existe nenhum registro policial envolvendo seu nome e que Almeida terá que se retratar publicamente ou provar o que disse: “Que ele venha a público desmentir isso. Eu sou um líder comunitário, já ajudei centenas de pessoas e não posso ser difamado assim”.

Júnior irá à Polícia Federal acompanhado de seu advogado, Gilson Tenório.

À bala

No discurso que deu origem a polêmica, Almeida disse que Júnior, ligado ao prefeito Rui Palmeira (PSDB) e ao vereador Kelmann Vieira (PMDB), teria dito que o ex-prefeito e seus apoiadores seriam recebidos “à bala” na Grota do Cigano.

Em entrevista ao jornalista Davi Soares, do Diário do Poder, Almeida disse que a manifestação que o líder comunitário ameaçava fazer foi inibida pela polícia: “Ele ia me receber a bala e foi recebido pela Polícia Militar, que foi na casa dele e ele se aquietou e teve que respeitar a polícia. Assunto morto para mim”.   

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