Dezesseis pessoas foram presas e outras três morreram em confronto com a Polícia Militar durante a Operação Ciclone, em andamento nesta quinta-feira (28), em Maceió e Rio Largo. Foram cumpridos 47 mandados de busca apreensão e prisão, expedidos pelas 15ª e 17ª Vara Criminal da Capital.
Durante coletiva na Secretaria de Segurança Pública (SSP), a cúpula da Segurança do Estado revelou que o grupo preso hoje vinha sendo investigado há três meses e parte dos membros possuem ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Oito alvos dos mandados de prisão já se encontram no sistema prisional e davam ordens para o restante da quadrilha.
O secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Domingos Lima Júnior disse que eles são acusados de cometerem tráfico de drogas, roubo, falsidade de documentos, estelionato, além de associação criminosa. Uma força tarefa reuniu 120 policiais para cumprir os mandados. Ainda há a possibilidade de novas prisões ocorrerem.
Um dos presos foi Rafael Costa Sampaio, conhecido como Oakley, era o líder da quadrilha. Segundo a polícia, ele foi preso em Palmeira dos Índios e era foragido de são Paulo e liderava organização. Aqui em Alagoas era responsável pela distribuição das armas vindas do PCC. Outro preso foi Leandro de Almeida Lima, conhecido como Ciclone e responsável pelo comando da subfacção em Rio Largo. Já em Maceió a polícia chegou até Paulo Satoreli da Silveira, conhecido como Alemão, responsável pelo comando.
Um dos alvos conseguiu fugir após ser baleado pela polícia. Até o momento, foram apreendidas três armas e uma quantia em drogas.
Mortes por confronto
A operação Cicilone também resultou na morte de três integrantes da quadrilha. Eles resistiram à prisão, chegaram a trocar tiros, foram baleados e acabaram morrendo, segundo informou a Segurança Pública durante a coletiva.
José Gilson dos Santos Júnior, conhecido como gladiador morreu durante confronto com os policiais no bairro do Vergel do Lago. Ele possuía passagem pela polícia pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Também morreram após confronto com a polícia Rafael Henrique da Silva, que atuava como gerente da facção. Ele já havia sido preso por receptação, formação de quadrilha, corrupção de menores e porte ilegal de arma., além de outro homem, identificado como Jordian, conhecido como Jal ou Anjo.As mortes aconteceram no bairro do São Jorge.
Sobre os casos de mortes resultantes de confronto com a polícia, a cúpula da segurança justificou como consequência da ação policial e uma resposta à forma como os suspeitos reagem às prisões.
“Os agentes da segurança saem para prender não para confrontar. Quem dá o tom da prisão são os criminosos”, disse o comandante geral da PM, coronel Marcos Sampaio.
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Já o secretário Lima Júnior disse que “Os criminosos tem que entender essa leitura e se houver resistência a polícia vai agir”. Já o diretor-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, falou que “a polícia age na intensidade que o bandido quer”.
Participaram da operação policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Radiopatrulha (RP), Batalhão Escolar (BPEsc), do 1º Batalhão, Batalhão de Eventos (BPE), 8º BPM, 10º Batalhão, Batalhão de Guardas (BPGD), do Tático Integrado (Tigre), Operação Litorânea (Oplit), Asfixia, da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), agentes do 12º Distrito Policial e do Grupamento Aéreo.
*Colaborador


