Edilma Farias da Silva Lopes e Estephany Raiany Farias da Silva, mãe e filha, foram indiciadas pelo delegado Robervaldo Davino, do 6º Distrito Policial (DP), por estelionato e extorsão mediante fraude. Elas são acusadas de aplicar golpe contra a família de um paciente internado na UTI do Hospital Geral do Estado (HGE).
O golpe aconteceu em janeiro deste ano, quando Lucélia Lopes da Silva, parente do paciente, depositou R$ 1.500 em uma conta corrente depois de ter sido informada, por meio de uma ligação telefônica, que o dinheiro era para custeio de exames clínicos.
Com a denúncia, as investigações levaram a polícia até Edilma Farias, que é titular da conta bancária informada para o depósito, e Estephany Raiany, responsável pela movimentação financeira.
Segundo Robervaldo Davino, as duas moram em Rondonópolis, no Mato Grosso, e foram ouvidas pelo delegado do Mato Grosso, Gustavo Colognesi Belão.
“Assim que identificamos que a conta bancária era verdadeira, pertencia a uma agência daquela cidade e que existia movimentação financeira, entramos em contato com a Delegacia Especializada em Roubos e Furtos do Mato Grosso e por carta precatória Edilma e Estephany prestaram depoimento”, esclareceu Roberval.
Estephany Raiany contou à polícia que foi procurada por um homem apenas conhecido como “Digão”, com proposta para ceder uma conta bancária, que seria usada para depósitos.
Ela efetuava saques de 70% dos valores, repassava para “Digão” e ficava com os outros 30%. Raiany disse que não conhecia o homem, nem sabia seu endereço ou nome completo.
Robervaldo Davino afirmou que nesta conta bancária existiram muitos depósitos, dentre eles, um no valor de R$ 30 mil. Ele acrescentou que outros dois casos foram registrados no 6° DP e alertou a população para que não realize esses depósitos e procure a Polícia Civil para denunciar, caso receba este tipo de ligação telefônica.
Policiais civis investigam a terceira pessoa envolvida no golpe, responsável pelas ligações e que recebia a maior parte dos depósitos.
