As visitas e transferências dos reeducandos da Casa de Custódia da Capital, o “Cadeião”, serão liberadas neste fim de semana após a confirmação de que não há mais registros de meningococcemia, doença que vitimou fatalmente um detento na semana passada e levou outro a ser internado.
A reportagem do CadaMinuto entrou em contato com o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Petrônio Lima, que confirmou a informação.
“Tudo já foi liberado. Após os sete dias de observação da Secretaria de Saúde do Estado (Sesau), não houve mais ocorrência da bactéria. Eles então decidiram liberar o acesso das famílias e transferências dos presos”, disse o vice-presidente.
Sobre o detento internado no Hospital Helvio Auto, Petrônio disse que “o estado de saúde dele é estável e que a alta médica está prevista para segunda-feira, 18, quando ele deve retornar para o sistema prisional”, concluiu.
Perigo no ar
Na semana passada, um reeducando morreu no Cadeião e outro deu entrada no Hospital Hélvio Auto, localizado no bairro Trapiche da Barra, com meningococcemia, doença contagiosa e muitas vezes fatal.
Com receio que o contágio se alastrasse, o presidente do Sindapen, Kleyton Anderson, pediu ao governo a suspensão das visitas, sendo atendido logo em seguida pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris).
A doença meningocócica é uma infecção causada por bactéria e pode causar meningite e sepsis. Além disso, é transmitida de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias (tosse e espirro) ou por saliva. Os sintomas mais comuns são: dor de cabeça; rigidez na nuca; febre; vômitos; fotofobia (sensibilidade a luz); letargia; manchas vermelhas ou púrpuras (em 50% dos casos); e convulsões (em 20% dos casos).
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*Colaborador
