Integrantes de uma quadrilha que praticava roubos a agências bancárias no interior de Alagoas foram presos pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil. Até o momento seis pessoas, dentre eles três irmãos, foram presos suspeitos de integrar quadrilhas.

Quatro integrantes de uma mesma quadrilha foram apresentados na manhã desta terça-feira (12), na sede da Secretaria de Segurança Pública, no Centro de Maceió. Na semana passada, outros dois integrantes, identificado como Sidney Pereira e Alexandro dos Santos, pertencente a outra quadrilha foram presos.

Hoje, a Polícia Civil deu detalhes das prisões dos irmãos Antônio, Dayane e Paulo Victor Semeão e de David Belisário, todas cumpridas na cidade de Monteirópolis.

Segundo o delegado Vinícius Ferrari, da Deic, três quadrilhas atuam em Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte utilizando explosivos para roubar dinheiro dos bancos. Com as prisões efetuadas, foi abortada também um novo ataque que era planejado a uma agência localizada em Monteirópolis.

“A identificação dessas quadrilhas que atuam na região está sendo realizada em conjunto com as Polícias Civil da Bahia e de Pernambuco”, explicou o delegado, acrescentando que essas identificações ficam complicadas, pois durante os assaltos os criminosos utilizam máscaras para esconder os rostos.

As investigações mostraram que os presos participaram das explosões ocorridas em Jacaré dos Homens, Monteirópolis e Pão de Açúcar. Paulo Victor foi apontando com um dos integrantes por ter sido visto dias antes com os veículos encontrados carbonizados no município de Pão de Açúcar durante o assalto a agência da cidade. Dayane seria a pessoa que dava apoio logístico a quadrilha durante o período em que ficavam no esconderijo. 

Sem dinheiro

Durante a entrevista coletiva, o delegado Vinícius Ferrari afirmou que em quase 80% dos assaltos a bancos, as quadrilhas não conseguem ter êxito com a quantia de dinheiro roubada.

Esse dado é comprovado nacionalmente. A Polícia Civil disse que ainda aguarda a respostas dos bancos explodidos na região do sertão para saber quanto as quadrilhas conseguiram roubar nos últimos meses.