Prestes a completar um mês da morte de Willamys dos Santos Júnior, de 09 anos, o caso ainda segue sem respostas. Segundo a Polícia Civil, nenhum dos depoimentos colhidos aponta que a causa da morte tenha ocorrido em virtude de uma briga na escola que estudava.

Willamys morreu no dia 23 de maio após sofrer uma parada cardiorrespiratória no Hospital Geral do Estado (HGE). A família do garoto afirmou suspeitar que o menino tenha sido espancado por outros colegas dentro da escola onde estudava.

A Polícia Civil deu início às investigações e partiu para outras linhas de investigação, não descartando outras causas para a morte. Um dos agentes da Delegacia de Teotonio Vilela informou ao CadaMinuto nesta quarta-feira (22) que após o delegado José Lindemberg ouvir familiares, vizinhos, professores e outras pessoas, não houve confirmação de briga dentro da escola que possa ter resultado na morte do menino, como também não houve elementos para caracterizar que a morte tenha sido causada fora da escola.

“Estamos aguardando o laudo do Instituto Médico Legal para ver qual a conclusão e daí o delegado irá ver qual o caminho irá seguir nas investigações e se irá pedir a prorrogação do inquérito”, disse o agente.

A assessoria de comunicação da Perícia Oficial do Estado informou ao CadaMinuto que o laudo já ficou pronto e que o resultado apontou para causa indeterminada para a morte.

O caso

José Willamys morreu no dia 23 de maio após sofrer uma parada cardiorrespiratória no Hospital Geral do Estado (HGE). A Polícia Militar divulgou que a principal suspeita para a morte teria sido um espancamento sofrido por ele na escola onde estudava.

Willamys deu entrada no hospital municipal no dia 19 com dores abdominais, foi medicado e liberado. Ele voltou a piorar e foi levado novamente ao hospital, desta vez ao HGE, mas entrou em óbito. Em nota divulgada, a prefeitura do município disse que a mãe do menor só informou sobre a briga na terceira entrada na unidade hospitalar e que nas vezes anteriores, ele havia dito apenas que a criança se queixava de dores abdominais.

“O prefeito Peu Pereira pediu às secretárias de educação, Noemia Pereira, e de saúde, Nadja Apolinário, que acompanhem pessoalmente todos os desdobramentos desse processo, reafirmando que, apuradas as responsabilidades, tomará todas as medidas cabíveis. A prefeitura e todos os servidores municipais que fazem parte dela juntam-se ao coletivo dos vilelenses, que encontram-se consternados com esse triste episódio”, diz um trecho da nota.

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