A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) para pegar a cópia de um atestado médico apresentado pelo deputado estadual Marquinhos Madeira (PMDB), que consta como peça de um inquérito policial. A denúncia é que o parlamentar apresentou o atestado para afastamento em 2012, mas participou de um rally no mesmo período em Maragogi.
De acordo com o delegado Denisson Albuquerque, que está à frente das investigações, na época o Ministério Público Estadual (MPE) se averbou impossibilitado de analisar a denúncia uma vez que se tratava de um deputado estadual e solicitou a Polícia Civil um delegado especial para fazer a apuração.
A denúncia foi encaminhada em 2013, depois que o parlamentar se afastou por 130 dias e cedeu sua vaga para a suplente, Patrícia Sampaio, que disputou a eleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo o delegado, as solicitações foram feitas ao ex-presidente da ALE, Fernando Toledo.
“Desde 2013 que venho mandado expediente solicitando a cópia desse atestado médico e não fui respondido. E a cobrança vindo para mim como se estivesse atrasado com o andamento das investigações. Depois disso, encaminhei todos os expedientes para o Ministério Publico Estadual, que solicitou o mandado de busca e apreensão”, afirmou delegado.
O delegado disse ainda que enviou ofício ao deputado também solicitando a cópia, mas também não foi respondido. O mandado de busca e apreensão foi cumprido na sala da Mesa Diretora e entregue pelo chefe de gabinete da presidência.
O médico que assinou o atesto será convocado pela PC para prestar depoimento, assim como as pessoas que aparecem na foto participando com o deputado do rally. Marquinhos Madeira será novamente convocado para esclarecimentos.
Em nota à imprensa, o deputado Marquinhos Madeira esclareceu que sempre esteve à disposição para esclarecimentos, e que o atestado médico seguiu todos os trâmites legais que o Regimento da Assembléia exige.
Leia a Nota na Íntegra:
Em virtude da operação ocorrida na manhã desta quarta-feira (15), na Assembleia Legislativa, venho, por meio deste, repudiar a proporção da ação designada pela autoridade policial que disponibilizou um efetivo de dezenas de agentes, para conseguir o cumprimento de um mandado, que tinha como instrumento de busca, um documento, neste caso, uma cópia de um ATESTADO MÉDICO. Salientando que a presidência da Casa nunca se omitiu de prestar quaisquer esclarecimentos à imprensa ou poder judiciário em casos semelhantes.
Vale reforçar que, como o próprio Delegado confirmou em entrevista aos veículos que acompanharam a “operação”, de fato o inquérito foi aberto em 2012, mas, até a presente data, nunca fui oficialmente intimado. Sempre estive à disposição, e, até por ser uma pessoa pública, tornaria ainda mais fácil a minha localização, inclusive, no próprio gabinete ou nas sessões da ALE.
Ao apresentar o ATESTADO, o documento seguiu todos os trâmites legais que do Regimento da Casa, sendo assim, o documento faz constar em um processo administrativo que se encontra na ALE. O motivo do meu afastamento naquele período, foi por um diagnóstico da labirintite, onde precisaria de tratamento, não necessariamente de internação.
Recebi a notícia com muita surpresa e estou indignado com tamanha repercussão, não cometi nenhum crime de estelionato e/ou falsificação, não sou bandido como indiretamente estão me acusando, muito pelo contrário, sou um legítimo representante do povo, reeleito com mais de 26 mil votos. Venho sofrendo uma evidente perseguição de pessoas que se beneficiariam com uma eventual condenação, onde estão plantando inverdades e notícias infundadas, a fim de desconstruir o trabalho que eu tenho executado ao longo desses anos de mandato. Expostos os fatos acima, reafirmo que estou à disposição do Poder Judiciário para prestar os esclarecimentos devidos.
Att;
Deputado Marquinhos Madeira (PMDB)
*Colaboradora




