Uma semana após o crime que chocou a cidade de Teotonio Vilela, a Polícia Civil segue as investigações para identificar a forma como aconteceu a morte do garoto Willamys dos Santos Júnior, de 09 anos. A polícia investiga também se o menino morreu por outros motivos.

A mãe de Willamys informou que ele morreu no dia 23 deste mês e aponta a causa da morte uma suposta briga na escola onde o menino estudava. Um dos agentes da delegacia de Teotonio Vilela informou à reportagem do CadaMinuto nesta terça-feira (31) que as investigações prosseguem e que a polícia não descarta outras causas para a morte.

“Estamos investigando tudo. Até agora não há nada formalizado sobre a participação de familiares na morte do menino, apenas boatos. O delegado está aguardando os laudos do IML e também segue ouvindo mais pessoas”, disse um dos agentes policiais.

Elaine Messias dos Santos, mãe de Willamys, foi ouvida pelo delegado José Lindemberg no último dia 25 além da direção da escola. Nesta terça-feira (31) estão previstos os depoimentos de mais dos professores.

As investigações

Paralela a investigação da Polícia Civil, a prefeitura de Teotonio Vilela também abriu procedimento interno e inquérito disciplinar na escola Moacir Andrade.

Em nota divulgada no dia 25, o município disse que Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte enviou uma equipe à escola para apurar junto a professores, alunos, pais e outros funcionários se foi registrado alguma briga ou agressão entre os alunos. Segundo a prefeitura, não houve registros de brigas no dia mencionado pela mãe de Willamys.

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O caso

José Willamys morreu na última segunda-feira (23) após sofrer uma parada cardiorrespiratória no Hospital Geral do Estado (HGE). A Polícia Militar divulgou que a principal suspeita para a morte teria sido um espancamento sofrido por ele na escola onde estudava.

Willamys deu entrada no hospital municipal na última quinta-feira (19) com dores abdominais, foi medicado e liberado. Ele voltou a piorar e foi levado novamente ao hospital, mas entrou em óbito. Na nota divulgada, a prefeitura diz que a mãe do menor só informou sobre a briga na terceira entrada na unidade hospitalar e que nas vezes anteriores, ele havia dito apenas que a criança se queixava de dores abdominais.

“O prefeito Peu Pereira pediu às secretárias de educação, Noemia Pereira, e de saúde, Nadja Apolinário, que acompanhem pessoalmente todos os desdobramentos desse processo, reafirmando que, apuradas as responsabilidades, tomará todas as medidas cabíveis. A prefeitura e todos os servidores municipais que fazem parte dela juntam-se ao coletivo dos vilelenses, que encontram-se consternados com esse triste episódio”, diz um trecho da nota.