O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) decidiu, em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira, 04, continuar a greve e suspender as atividades de escrivães e agentes, deixando a tarefa de confecção de Boletins de Ocorrência e flagrante apenas com os delegados plantonistas.

Segundo o vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, a decisão veio após o governo recuar da primeira proposta apresentada, que seria um aumento de 15% do salário e pagamento até dezembro das progressões salariais e dos retroativos.

“Houve uma quebra de acordo feito com o governador Renan Filho, onde ele voltou atrás da decisão”, disse Edeilto.

A categoria deve acampar na frente ao Palácio do Governo até que haja um acordo entre as partes.

Sem acordo

A Polícia Civil, que está em greve desde o dia 18 de abril, apresentou ao governo uma pauta de reivindicações cobrando a implantação do piso salarial correspondente a 60% dos vencimentos dos delegados, a revisão do Plano de Cargos e Carreiras, pagamento de risco de vida e insalubridade, melhores condições de trabalho, entre outros pontos.

O governador Renan Filho, em coletiva de imprensa para apresentação de dados dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) realizada nesta segunda-feira, 02, pediu serenidade e responsabilidade para que as negociações aconteçam e que o governo dará o aumento que for possível.

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Saída do Porto

Os policiais civis acamparam no Porto como forma de protestar contra o governo. Depois de muita negociação, que envolveu o Executivo e o Judiciário, a catregoria que está em greve decidiu, nesta sexta-feira, 29, desocupar a entrada do Porto de Maceió.

Sindicalistas convocaram a imprensa para mostrar a situação dos trabalhadores portuários. Um deles chegou a dizer que trabalhdores estavam passando fome. Leia a matéria completa clicando aqui.

Justiça

Em abril, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Washington Luiz, determinou o retorno imediato ao trabalho dos policiais civis sob pena de multa diária de R$ 5 mil caso o Sindpol descumprisse a determinação.

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No fim de abril, o desembargador Alcides Gusmão da Silva também pediu para que os policiais retornassem as atividades em nova decisão. Desta vez, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. O Estado utilizou dos mesmos predispostos do primeiro processo.

Em abos os casos, o governo alegou na Ação Declaratória de Ilegalidade de Greve que a greve foi deflagrada sem comunicação prévia e identificação dos serviços essenciais que seriam mantidos.

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*Colaborador