O juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira deferiu, na noite desta quarta-feira (27), a imediata reintegração de posse do Porto de Maceió, que está bloqueado desde ontem (26). Agentes e escrivães da Polícia Civil de Alagoas, que estão em greve desde o último dia 18, fecharam os acessos ao local.
Em um trecho da decisão, o magistrado solicitou que os secretários de Segurança Pública e o de Gestão e Planejamento, o comandante da Polícia Militar e o Centro de Gerenciamento de Crises sejam informados sobre o seu parecer.
O juiz pede para que sejam tomadas todas as precauções necessárias, com o intuito de evitar qualquer tipo de violência no cumprimento da ordem.
Prejuízos
O prejuízo gerado pela categoria gira em torno de 100 mil dólares por dia. Dois navios estão atracados. Uma fila quilométrica de caminhões está formada.
Reinvindicações
Ao todo, são 23 itens da pauta de reivindicações. Os policiais querem o piso salarial de 60% da remuneração dos delegados, da revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), o pagamento retroativo das progressões, da implantação imediata das progressões que estão no Atagab-Seplag e do pagamento de risco de vida e de insalubridade.
Encontro com secretários
Com o objetivo de fortalecer o diálogo com o movimento grevista, os secretários de Estado Christian Teixeira e Lima Júnior foram ao Porto de Maceió, esta noite.
O chefe da Secretaria do Planejamento Gestão e Patrimônio (Sepleg) afirmou que a luta do Executivo é reverter a situação o mais rápido possível. “Reconhecemos que a desvalorização da categoria vem se arrastando há décadas. O nosso compromisso é buscar a solução”.
Cristian Teixeira pediu o entendimento do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol). “Quero que vocês compreendam que não podemos atender a todas as solicitações em apenas 15 meses de gestão. O nosso país está passando por um momento bastante difícil. Eu tenho a percepção e incorporo o que vocês estão sentindo neste momento”.
*colaborador
