Depois da decisão do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Washington Luiz, que determinou, nesta sexta-feira, dia 22, o retorno imediato ao trabalho dos policiais civis, que se encontram em estado de greve desde a última segunda-feira (18), o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) agendou para a próxima terça-feira, dia 26, uma assembleia geral da categoria para definir os rumos da paralisação.
A decisão determina que caso o Sindicato descumpra, poderá pagar multa diária de R$ 5 mil. O governo alegou a ilegalidade uma vez que que a greve foi deflagrada sem comunicação prévia e identificação dos serviços essenciais que seriam mantidos.
Segundo a assessoria de Comunicação do Sindpol, a decisão não pegou de surpresa a entidade e a assessoria jurídica já interpôs recurso na Justiça estadual.
Para o diretor Financeiro do Sindpol, Antonio Zacarias, o governo falta com a verdade quando diz que está negociando com os policiais civis. “Toda a negociação é baseada em fatos concretos, mas até o momento o governo só vem trabalhando com suposições no tocante à pauta de reivindicações da categoria e ainda tenta jogar a sociedade contra essa categoria que é a base de sustentação positiva do seu governo, ou seja, no combate à criminalidade”.
O sindicalista acrescenta que “o que ocorre hoje, na verdade, na área de segurança pública é um total sucateamento da Polícia Judiciária. As delegacias, quando não são transformadas em depósitos de lixo em um total desrespeito à sociedade, aos policiais civis e aos presos, elas se tornam um ambiente insalubre e perigoso para todos. É hora do governo de Alagoas levar a sério a segurança. Os altos índices de violência estão crescendo, o que demonstra a falta de investimento em segurança pública”, revela.
Assembleia
Para debater o assunto e a decisão da justiça, o presidente do Sindpol, Josimar Melo, convoca a categoria para participar de uma assembleia geral, que será realizada no auditório do Sindicato dos Urbanitários, às 10 horas, na próxima terça-feira (26).
Na assembleia geral, a categoria avaliará a greve e definirá novas atividades de mobilização.
A greve
Os policiais civis cobram a implantação do piso salarial correspondente a 60% dos vencimentos dos delegados, a revisão do Plano de Cargos e Carreiras, pagamento de risco de vida e insalubridade, melhores condições de trabalho, entre outros pontos.
Representantes do Sindpol afirmaram que a decisão pela greve geral aconteceu porque não houve consenso durante as negociações com o governo do Estado.
*Com assessoria
