Último departamento que ainda estava em plena atividade, o Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre) da Polícia Civil também aderiu a greve na manhã desta quarta-feira (20). Os agentes cobram a implantação de 23 pontos de reivindicações e atuarão com 30% dos serviços até que alguma proposta seja feita por parte do Governo do Estado.
Segundo informações, o Tigre era o único departamento que conta com agentes de polícia que ainda estava funcionado em sua totalidade, mesmo com a categoria tendo deliberado pela greve na última segunda-feira.
O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoa (Sindpol), Edeilto Gomes, classificou a paralisação do departamento como natural diante do atual cenário. “A categoria deliberou pela greve na segunda-feira, mas alguns departamentos ficam na dúvida, acreditam que a situação pode mudar. Mas, é natural que todos os setores parem quando não há propostas do governo”, afirmou.
A categoria cobra a implantação do piso salarial correspondente a 60% dos vencimentos dos delegados, a revisão do Plano de Cargos e Carreiras, pagamento de risco de vida e insalubridade, melhores condições de trabalho, entre outros pontos.
Edeilton Gomes ainda explicou como será a atuação do Tigre durante o período de greve. “Assim como os demais setores, o Tigre vai atuar com 30%. Atualmente as centrais de flagrantes e delegacias municipais, tem atuado basicamente com flagrante delito. Em caso de necessidade, o Tigre pode ser acionado, mas apenas para flagrante delito”, afirmou.
Serviços como Boletim de Ocorrência, intimações, comunicados á justiça e deslocamento de presos, só serão feitos em caso de flagrante delito.
