Quatro pessoas foram conduzidas à Central de Flagrantes, na manhã desta quinta-feira (14), acusadas de integrarem uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas em diversos bairros de Maceió. A Polícia Miliar chegou até os acusados depois de uma investigação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público Estadual de Alagoas  (Gecoc), que durou quatro meses.

A 17ª Vara Criminal expediu quatro mandados de prisão e dois de busca e apreensão. De acordo com o Ministério Público, o gerente da quadrilha foi localizado no bairro da Jatiúca. Em sua casa em Cruz das Almas foram recolhidas 10 bananas de dinamite. Já no apartamento onde ele reside, na Jatiúca, o Gecoc e a PM apreenderam cocaína, crack e maconha, balanças de precisão.

 Do grupo investigado, descobriu-se que Marcelo Pereira dos Santos, mais conhecido como "Marcelo Neguinho", comandava o comércio ilegal de entorpecentes nos bairros do Jacintinho e Jatiúca, de dentro do Presídio de Segurança Máxima, mais precisamente da cela 6B. Como havia mandado de prisão contra ele, o acusado foi encaminhado à Central de Flagrantes, no Farol, para a lavratura dos devidos procedimentos legais.

Situação semelhante ocorreu também com Renato dos Santos,  apelidado de "Feio". Ele era gerente da organização criminosa comandada por Marcelo e está custodeado no Cadeião, de onde, segundo a apuração do Gecoc, coordenada o tráfico de drogas na região do Jacintinho. Ele também foi encaminhado à  Central de Flagrantes.

Mãe e gerente presos em casa

A mãe de Marcelo Pereira, Marileide Pereira dos Santos, foi presa em casa. Ela é apontada como tesoureira da organização. Com a acusada foram apreendidos R$ 400 em espécie, vários depósitos bancários e aparelhos celulares.

Como era ela quem movimentava as finanças do bando, o Gecoc pedirá ao Judiciario o bloqueio de todas as contas bancárias.

Após perceber a movimentação das autoridades, o acusado ainda tentou jogar a cocaína dentro do vaso sanitário, porém, foram tiradas fotografias para comprovar que Paulo Victor tentou se livrar de uma das provas do crime. Tanto ele, quanto Marileide Pereira, assim como todo o material apreendido, foram levados à Central de Flagrantes. 

Os seis mandados, quatro de prisão e dois de busca e apreensão, foram expedidos pela 17a Vara Criminal da Capital.

*Com assessoria