Duas testemunhas que trabalham no condomínio onde o capitão Rodrigo Rodrigues, do Batalhão de Polícia de Rádio Patrulha (BPRp), foi morto durante uma abordagem policial, prestaram depoimento à Polícia Civil na tarde desta terça-feira, 13, no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), localizado no bairro da Mangabeiras.
Em entrevista à imprensa, o promotor do Ministério Público, Flávio Gomes da Costa, que acompanha o caso da morte do PM, trouxe algumas informações acerca dos depoimentos.
“São dois porteiros que estavam trabalhando nas guaritas que dão acesso ao condomínio no dia do crime, porém qualquer manifestação agora é prematura. Estamos colhendo todas as informações que serão analisadas posteriormente. No momento, queremos que a verdade apareça”, disse Flávio.
O condomínio é o Jardim Petrópolis II, local onde reside o acusado do crime, Agnaldo Vasconcelos, de 49 anos. Das duas testemunhas, só uma delas teria percebido a movimentação da polícia no local.
O promotor também respondeu sobre os boatos de que Agnaldo estaria acobertando o filho nas investigações. “Nós não trabalhamos com boatos. Nós trabalhamos com fatos e provas. A investigações está tomando seu rumo através de várias linhas e não queremos passar informações falsas”, falou.
Sobre o exame residuográfico, a fim de detectar a presença de pólvora na mão do atirador, o promotor foi claro ao dizer que “esse exame não é um fator predominante, mas qualquer tipo de prova que possa contribuir com a investigação é importante”, colocou.
O responsável pela investigação, delegado Luis Felipe, não quis falar com a imprensa. Mais pessoas devem ser ouvidas nos próximos dias.
O caso
Após ser atingido pelos disparos, ele ainda foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.
Na madrugada de domingo, 10, uma operação conjunta da Polícia Militar e Polícia Civil conseguiu prender o acusado, Agnaldo Vasconcelos foi preso no Jardim Petrópolis. A arma do crime foi encontrada.
O agente da Segurança Pública estava de serviço, apurando uma denúncia de aparelho eletrônico roubado na residência situada no bairro da Santa Amélia. O proprietário sentido incomodado com o procedimento, efetuando disparos que vieram a matar o PM.
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*Colaborador
