O delegado André Costa, superintendente da Polícia Federal (PF) em Alagoas, revelou, nesta sexta-feira (8), em entrevista coletiva na sede da instituição, que a empresa Dellta, flagrada prestando serviços de segurança privada de forma irregular durante a primeira fase da Operação Securitas, que aconteceu esta semana, é a pioneira no interior de Alagoas. Segundo ele, três estabelecimentos foram visitados e notificados. Dois estão situados no município de Arapiraca e um na capital.
De acordo com o delegado federal, os trabalhos foram desencadeados após denúncias que partiram supostamente de outros empresários, que estavam se sentindo lesados com o trabalho desleal. “A prática estava causando prejuízo para quem trabalhava de maneira correta. As primeiras ações tiveram início na terça-feira (5)”, informou André Costa.
O superintendente da PF frisa que na empresa Dellta foram apreendidos coletes não balísticos, bonés, camisas de identificação e rádios comunicadores. Os proprietários, que não tiveram seus nomes divulgados, terão dez dias para apresentarem as suas defesas.
Em Maceió, no bairro de Mangabeiras, a empresa Apoio Security foi visitada pelos agentes da PF. No local, nenhum material foi apreendido, diferente do que ocorreu na Apoio Security, localizada num condomínio na Terra do Fumo. Por lá, os policiais também recolheram algemas e fardas.
O delegado André Costa alerta que os contratantes devem procurar saber a procedência antes de fechar qualquer tipo de acordo. “Para a empresa de segurança existir, ela tem que ter o alvará da Polícia Federal. Os profissionais tem que ter cursos para desempenhar suas funções. Não vamos admitir que esta atividade de instale em Alagoas”, reforçou.
Na coletiva, o superintendente da PF revelou ainda que a maioria dos supermercados em Maceió a segurança funciona de maneira ilícita. “Os trabalhadores não possuem preparo para exercer a atividade. Estamos investigando tudo que é repassado para nós. Consideramos a prática grave”.
O delegado responsável pela ação disse ainda que a ligação de agentes da Segurança Pública com a prática ilegal nas empresas estão sendo investigadas. “É prematuro divulgar alguma informação. Estamos apurando”.
*Colaborador
