Um caso que ganhou repercussão no último mês de fevereiro, ganhou novos contornos nesta quinta-feira (31). Acusados de roubar e espancar uma adolescente no bairro da Jatiúca, Diego de Albuquerque Silva e Kleydson Anderson Santos da Rocha foram denunciados pelo Ministério Público, por crime de assalto, com o agravante de terem causado lesão corporal grave à vítima M.E.D.A.
A denúncia foi feita pela promotora de Justiça Dalva Tenório, titular da 59ª Promotoria de Justiça da Capital. Segundo ela, Diego de Albuquerque Silva e Kleydson Anderson, “conscientes e voluntariamente, subtraíram da vítima menor M.E.D.A. um aparelho celular da marca Apple, modelo 5C, de cor rosa, IMEI nº 358546055013650, nº de série DV6MP01CFFTN e um fone de ouvido, com emprego de violência e grave ameaça, utilizando-se de arma de fogo e deixando a vítima desmaiada devido a lesões graves causadas”.
Na ação penal, a promotora também alega que, mesmo após a adolescente ter entregues seus pertences aos dois acusados, que estavam numa motocicleta Yamaha XTZ150, Crosser, cor branca e placas OHJ 7836, e sequer ter reagido ao assalto, Diego de Albuquerque agrediu a garota “violentamente com socos e chutes, até o momento em que ela desfaleceu devido a brutalidade dos golpes sofridos, vindo a recobrar os sentidos 5 minutos após as agressões, com seu rosto lavado de sangue, sendo socorrida por populares e encaminhada ao Hospital Arthur Ramos”.
A identificação dos acusados e a confissão
De acordo com o Ministério Público, a vítima só conseguiu registrar o boletim de ocorrência depois de se recuperar das lesões e, após a abertura do inquérito, a polícia judiciária começou a receber várias informações sobre os suspeitos por meio do seu Disk-Denúncia. Identificada a dupla responsável pelo roubo, ela foi ouvida e Diego chegou a negar a prática delituosa, alegando que estava na praia, com a namorada, no dia do crime. Entretanto, Kleydson confessou o assalto e deu detalhes de como ele aconteceu. Inclusive, afirmou que tentou sair do local do fato após presenciar o espancamento, porém, teria sido “ameaçado” e, “por medo, já que Diego já foi preso e é perigoso”, permaneceu na Rua Augusto Cardoso, no bairro da Jatiúca.
A autoria comprovada
Para a promotora de Justiça Dalva Tenório, não restam dúvidas sobre a autoria e a materialidade delitiva do crime. “Elas estão comprovadas, notadamente, de acordo com o relatado pelas testemunhas, pela vítima em reconhecimento categórico, pelas imagens capturadas por câmeras de segurança, pela confissão de um dos acusados e pelas denúncias anônimas. Desta forma, não há qualquer excludente de ilicitude que socorra os denunciados”, diz um trecho da ação penal.
A acusação do Ministério Público
Diego de Albuquerque Silva e Kleydson Anderson Santos da Rocha foram denunciados pelo crime de roubo. Na ação, a 59ª Promotoria de Justiça da Capital, ao tipificar o ilícito, acrescenta que o assalto foi cometido com alto grau de violência, emprego de arma e por mais de uma pessoa, o que são considerados agravantes pelo Código Penal. Portanto, a denúncia os enquadra no artigo 157, § 2º, I e II, e § 3º, além dos artigos 14, I, e 29. E, por conta da violência que resultou em lesão corporal grave após o roubo, a pena prevista, que era de reclusão entre quatro e 10 anos, pode subir para até 15 anos.
*Com Ascom/MP
