Erivaldo Barreto da Silva, 35 anos, foi preso por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no município de Ouro Branco depois de trocar tiros com os policiais durante uma abordagem na rodovia BR 423. Paulistinha, como é conhecido, foi condenado pelo assassinato do delegado de Polícia Civil Fernando Luiz Matias de Lima Machado, crime que aconteceu em março de 2009, em Palmares/PE, na frente de familiares da vítima.
O preso era considerado foragido da Justiça depois que fugiu durante uma rebelião da da penitenciária Barreto Campelo, em Itamacará/PE. De acordo com a PRF, Paulista conduzia um veículo com placa de São Paulo, e seguia viagem com quatro pessoas – uma mulher, um homem e duas crianças. Nenhum deles era seu parente e não possuíam passagens pela polícia
Em um primeiro momento, o acusado disse aos agentes da PRF que não era habilitado e que estava sem documentos pessoais. Os policiais insistiram e Erivaldo forneceu aos agentes o nome, a data de nascimento e outros detalhes de identificação de uma pessoa chamada Abdias.
Durante consultas dos dados informados, os policiais descobriram que o Abdias era habilitado, contrariando o que o suspeito havia falado. Confrontado, ele continuou mentindo, e disse que não tinha mostrado a habilitação porque estava com medo de ser multado. Então foi até o veículo, pegou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e apresentou aos agentes.
De imediato, os policiais verificaram que o documento era falso, e deram voz de prisão ao condutor. Nesse momento, ele saiu correndo, puxou uma arma e atirou contra um dos policiais, que revidou e acertou o fugitivo na perna.
O suspeito, ferido, foi socorrido pela própria equipe da PRF para um hospital em Santana do Ipanema/AL. Enquanto ele estava sendo atendido na unidade de saúde, os policiais rodoviários federais conseguiram a sua real identidade e verificaram que, além de já ser condenado pelo homicídio de Fernando Luiz Machado, ele também responde a mais de 15 processos criminais. Na época do crime, Machado era Delegado Regional da PC/PE, em Caruaru.
As informações da ficha policial do acusado foram repassadas para a PRF pelas polícias Civil e Militar de Pernambuco, ainda na noite do sábado. A agilidade no repasse desses dados foi essencial para a descoberta da extensa lista de crimes praticados e da periculosidade de Paulistinha, que agora deverá responder, também, por tentativa de homicídio e uso de documento falso.
A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil, em Santana do Ipanema/AL, para onde acusado e a arma usada no crime, um revólver cal. 22, foram levados.
Segundo os policiais, no momento da apreensão, o revólver estava carregado com seis munições, sendo quatro delas intactas, uma deflagrada e outra “pinada” , o que indicaria que Erivaldo tentou atirar mais de uma vez contra o PRF, quando a arma falhou.
Agora, o processo deverá ser remetido para a Polícia Federal (PF), já que o crime de tentativa de homicídio foi cometido contra um servidor público federal no exercício de suas funções.
*Com informações da PRF

