A morte do pequeno Dyllan Taylor Soares, apenas três anos, na madrugada desta quinta-feira (21) ganhou um novo capítulo. Os pais da criança haviam afirmado que o falecimento poderia ter ocorrido em consequência de alergia a um medicamento para gases, no entanto, o Instituto Médico Legal de Arapiraca confirmou que o menor apresentava sinais de espancamento por objeto contundente.

De acordo com o setor administrativo do IML de Arapiraca, logo que receberam o corpo da criança, os peritos confirmaram várias manchas pelo corpo e posteriormente detectaram que algum objeto contundente teria sido usado durante o espancamento.

A Perícia Oficial também se pronunciou, por meio da assessoria de Comunicação, e confirmou que a violência acabou resultando em hemorragia intracraniana e intratorácica, que resultou na morte do menor.

Constatado a gravidade do caso, a direção do IML encaminhou o caso para a Delegacia de Homicídios, que irá acompanhar o caso junto aos pais da criança.

O CASO

De acordo com o relato dos pais, durante a noite, a criança apresentou sinais de inchaço na barriga e por falta de orientação, se dirigiram a uma farmácia no bairro onde compraram um medicamento para gases, indicado pelo proprietário.

Após ingerir o medicamento, de nome não divulgado pelos pais, a criança conseguiu dormir. Na manhã desta quinta-feira a mãe achou estranho o filho ainda não estar acordado. Ao chegar no quarto, ela disse já ter encontrado o menino sem vida. Ele apresentava inchaço na barriga e manchas roxas pelo corpo.

A equipe de socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e informou aos pais que a criança pode ter falecido em decorrência de uma crise de apendicite.