A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurava as causas da queda de um helicóptero da Polícia Militar, no dia 23 de setembro, no Tabuleiro dos Martins e que vitimou quatro militares. As investigações não apontaram para falha mecânica ou humana.
O delegado Manoel Acácio Júnior concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (15) na sede da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), no bairro da Santa Amélia, e disse que ainda aguarda alguns laudos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para confrontar com as conclusões que chegou a Polícia Civil alagoana.
“Irei encaminhar o inquérito para a Justiça e assim que for recebendo novos laudos irei anexar ao processo. O que concluímos com base na documentação da aeronave, que estava em dia, a manutenção e a habilitação do piloto é que não houve falha mecânica ou operacional”, afirmou.
Sobre as mortes, Acácio explicou que os laudos apontaram que apenas o piloto da aeronave morreu carbonizado e que os demais tripulantes tiveram traumatismo craniano, concluindo que todos morreram em decorrência do acidente, descartando a hipótese de mal súbito em algum dos militares.
Apesar da conclusão não apontar uma causa concreta para o acidente, o delegado afirmou que a aeronáutica ainda continua com as investigações e que há a possibilidade da investigação da Força Aérea indicar outra possibilidade.
O delegado disse ainda que a habilitação do piloto venceria em fevereiro de 2016 e o certificado de aeronavegabilidade em agosto de 2020.
O inquérito chegou a ser prorrogado para juntar provas e pareceres sobre o caso. Durante as investigações, o delegado chegou a revelar que não tinha encontrado indícios que apontassem para uma falha mecânica.
Em outubro o delegado informou ao Cada Minuto que o conteúdo da gravação dos diálogos da tripulação com a torre de tráfego aéreo foi obtido de forma extra-oficial. “Já tive acesso, de forma extra-oficial, aos diálogos da tripulação no dia do acidente, e já vi que neles não constam nem uma informação ou indícios de que houve algum tipo de pane até a queda do avião. O piloto não informa se está havendo pane ou algum problema do tipo. Vou solicitar a gravação dos diálogos para anexá-los ao inquérito de forma oficial”, informou o delegado. O helicóptero não tinha sistema de gravação de cabine (Caixa Preta).
O acidente
O helicóptero caiu, por volta das 10 horas da manhã, do dia 23 de setembro de 2015. Um dos moradores relatou que viu o momento em que o helicóptero caiu no solo e incendiou. Ele relatou ainda ter visto uma das vítimas com o corpo em chamas tentando se salvar. Outras pessoas relataram à reportagem que viram quando o co-piloto da aeronave tentou sair para pedir socorro, mas ele acabou tendo o corpo tomado pelas chamas e, assim como os demais colegas, morreu carbonizado.
