A trágica “Chacina de Guaxuma”, que vitimou quatro pessoas da mesma família, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (14). A Polícia Civil concedeu coletiva de imprensa, na qual confirmou um único acusado para o crime, Daniel Galdino, 31 anos, que ao que tudo indica cometeu o crime por motivação financeira. O irmão dele iria comprar um barco junto com Evaldo. Daniel foi reconhecido por criança sobrevivente da tragédia.
O crime, segundo apontam as investigações da Polícia Civil, teria sido motivado pela compra de um barco entre a vítima, Evaldo da Silva Santos e o irmão do acusado de cometer o crime. Porém a polícia só conseguiu chegar até ele após ouvir a criança sobrevivente da chacina. Ela reconhecceu Daniel e contou detalhes à psicóloca Aline Damasceno de como ocorreu a tragédia.
Ela disse que a polícia esperou que o menino de 5 anos se recuperasse e posteriormente foi feito um trabalho cognitivo, no qual o assassino foi apontado em todos os seis encontros.
O último destes encontros, foi o reconhecimento. A Polícia Civil apresentou 15 pessoas da região e que foram ouvidas e apenas no último grupo de cinco pessoas, Daniel foi reconhecido pela criança, que em um gesto de medo chegou a se agarrar ao delegado, com medo do acusado.
Segundo relatou a psicóloga, a criança contou que Daniel Galdino, 31 anos, chegou à residência e chamou Evaldo para conversar sobre a compra do barco. Ao chegar no local, cerca de 300 metros afastado da sua residência, ele cometeu o crime.
"O menino contou que depois Daniel retornou à residência arrastou a mãe Jenilza para fora e após ser enforcada a matou. Ele continuou relatando que ele e os irmão correram e se esconderam na mata e que Daniel só os encontrou porque o Guilherme, o mais novo, chorou. Então ele relatou que Daniel matou seus irmãos e deu uma enxadada nele", revelou.
Após o crime, segundo contou o delegado José Carlos dos Santos, Daniel teria revirado a casa em busca do dinheiro que seria utilizado na compra do barco, mas não encontrou e se evadiu do local.

"Ele foi visto por pessoas deixando o sítio com um facão na mão, foi também o responsável por divulgar as fotos das crianças mortas e por apontar onde os corpos estavam. Ele chegou a divulgar informações falsas sobre o suspeito do crime e em depoimento de contradisse várias vezes. Porém o trabalho feito com a criança foi fundamental para que chegássemos a essas informações. Daniel e Evaldo mal se conheciam e as informações que temos são de que o crime foi motivado pela compra em conjunto desse barco", afirmou.
"Aguardamos provas técnicas e o parecer do Ministério Público para concluir o inquérito. O inquérito não acaba aqui, ele foi prorrogado e continuamos trabalhando. Vamos pedir a prisão preventiva de Daniel, inclusive", completou.

A Polícia Civil iniciou uma série de depoimentos e acabou chegando nos irmãos Crhys Maykel dos Santos Muniz e Charly dos Santos Muniz, além do primo, Jonathan, conhecido como “Bagre”.
Outro ponto se refere aos outros três acusados. O único que será liberado, Crhys Maykel dos Santos Muniz não tem envolvimento com crimes, enquanto os outros dois, seguirão presos, por envolvimentos em outras ações criminosas.
Estiveram presentes na coletiva os delegados por Cícero Lima, Gerente Metropolitano da Polícia Civil, José Carlos, responsável pelo caso, Antônio Henrique, presidente do inquérito, Lucimério Campos que ajudou no processo e a psicóloga Aline Damasceno.



