Em coletiva realizada na tarde desta terça-feira (05) na sede da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), na Santa Lúcia, em Maceió, a Polícia Civil apresentou os detalhes das prisões ocorridas na madrugada de hoje. O primeiro acusado, identificado como Claudemir Francisco Maciel, o Deivinho, é apontado como o principal líder de roubo a banco no estado e tráfico de drogas em diversos bairros de Maceió, mas principalmente em Bebedouro e Bom Parto.
Deivinho foi preso junto com Cleiton Douglas Alves Gomes, o Bumbum. Ele é apontado por trazer entorpecentes da Venezuela e Paraguai para fazer a distribuição.
A Polícia conseguiu efetuar a prisão dos acusados, após a 17ª Vara Criminal expedir os mandados contra a organização de assalto a banco. De acordo com o delegado Guilherme Iusten, Claudemir é responsável pelos roubos ao caixa eletrônico instalado na Secretaria Municipal de Educação (Semed) e da agência bancária no município de Coruripe.
A PC descobriu também que Deivinho tinha um esquema de terceirização dos serviços. “Cerca de R$500 mil por mês ele movimentava, mas quando perdia dinheiro com as apreensões realizadas pela Polícia, ele juntava seu grupo para assaltar bancos ou alugava suas armas e equipamentos. Eles realizavam os serviços e Deivinho recebia uma porcentagem pelo assalto a bancos. O dinheiro dos assaltos era revertido para o tráfico de drogas”, informou Iusten.
Durante a operação, a Polícia conseguiu encontrar um laboratório para a produção de crack em Ipioca. Com os bandidos foram apreendidos coletes subtraídos da Polícia Civil, uma pistola, um revólver, petrechos para a confecção de drogas e um veículo utilizado para a sua comercialização.
O delegado acredita ainda que Deivinho venha comercializando drogas oriundas do Paraguai e da Venezuela. “A cocaína geralmente vem de outros país. Como o crack é derivado da cocaína, ele pode ter envolvimento com o tráfico internacional. Se tiver elementos que caracterizem o envolvimento de Deivinho com o tráfico da Venezuela e Paraguai iremos remeter o inquérito a Polícia Federal, que é a responsável por investigar crimes internacionais. Acreditamos também que ele dava morada a fugitivos de outros estados”, informou Guilherme Iusten.