Durante a Operação Pedra 90, desencadeada na manhã desta quarta-feira (17), nos estados de Alagoas, Sergipe e Mato Grosso, foram apreendidas munições de fuzil e de istolas 9 mm e 45, material de uso restrito. As munições foram encontradas com Edevaldo Freitas de Oliveira.

De acordo com o delegado federal Alexandre Mendonça, Edevaldo disse, em depoimento, que achou a munição e resolver guardar o material em casa. “Além do indiciamento por tráfico de drogas , o que motivou o mandado de prisão, houve também o flagrante de posse de munição de uso restrito”, explicou ele à reportagem do CadaMinuto.

Mendonça afirmou ainda que a Polícia constatou que Edevaldo usava mais de 10 nomes falsos incluindo o de Nilo Soares. A identidade chegou a ser divulgada pela PF, como o nome de um dos presos na operação.

“Não encontramos documentos de identidade, mas outros materiais que comprovavam que ele usava diferentes nomes. Achamos contratos e documentos de compra de carros”, afirmou o delegado.

A Operação

A Operação Pedra 90 foi desencadeada nesta manhã em Alagoas, Sergipe e Mato Grosso. De acordo com a PF, o empresário da cidade de Palmeira dos Índios, Cícero Bezerra da Silva, o Cicinho, é o chefe de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro que consistia na compra de crack no Estado de Mato Grosso, com distribuição em todo o Nordeste.

Em Alagoas foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão nos municípios de Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Joaquim Gomes. As equipes da PF ainda realizaram buscas em Aracaju, na cidade São Lourenço da Mata (PE), em Várzea Grande (MT) e na cidade de Marabá (PA). Todos os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju/SE.

De acordo com a PF, a organização efetuava a aplicação do dinheiro proveniente do tráfico de drogas em bens de luxo, tais como carros importados, imóveis, haras, cavalos de raça e fazendas. Durante a investigação, constatou-se que, entre as várias formas de dissimular o ganho proveniente com o tráfico de drogas, o grupo investia na compra de cavalos de raça para uso em circuitos de vaquejada em todo o brasil.

Edevaldo também é apontado pela PF como membro da quadrilha.