Nesta sexta-feira (12), terá continuidade a audiência de instrução sobre o assassinato do empresário Guilherme Brandão, dono do Maikai. Marcelo Carnaúba, réu confesso do crime, prestará depoimento ao juiz Geraldo Amorim, no salão do 3º Tribunal do Júri, no Fórum Jairo Maia Fernandes, no Barro Duro.
Antes de Carnaúba, sete testemunhas, cinco de defesa e duas de acusação, serão ouvidas.
A audiência de instrução teve início no dia 08 de agosto. O pai da vítima, Eutímio Brandão, e funcionários do Maikai prestaram depoimento na ocasião.
A morte de Guilherme Brandão
O empresário Guilherme Brandão foi assassinado, no dia 26 de fevereiro, dentro do seu bar e restaurante Maikai, situado no Stella Maris. A primeira versão para o crime foi de que o empresário teria reagido a um assalto praticado por dois homens, que conseguiram levar da vítima uma quantia de R$ 2 mil.
Dois dias após o crime, a Polícia Civil de Alagoas derrubou a versão de assalto seguido de morte e chegou ao assassino do empresário, o gerente do bar Marcelo Santos Carnaúba. A prisão foi resultado da ação conjunta entre o Grupo Estadual de Combate as Organizações Criminosas (Gecoc), com apoio das Polícias Militar e Civil.
A prisão de Marcelo levou à elucidação do caso. Segundo as investigações, depoimentos de funcionários do estabelecimento, assim como as imagens das câmeras de segurança do Maikai – que não registraram imagens dos assassinos – levaram à prisão do gerente, que confessou o crime e disse estar arrependido.
Em depoimento, Marcelo Carnaúba disse que Guilherme Brandão teria descoberto um esquema de desvio de verba comandado por ele na casa de eventos. No dia do crime, o empresário chamou o gerente para uma conversa. O gerente admitiu que comprou uma arma, mas não informou a data da compra. A polícia acredita em premeditação.
Marcelo afirmou que inventou a versão em que Guilherme teria sido vítima de latrocínio e que as descrições, dadas à polícia, dos supostos assaltantes foram falsas. Ele segue detido no Baldomero Cavalcanti.
