O juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital realiza amanhã (05) a audiência de instrução de três réus acusados de participar do assassinato da jovem Franciellen Araújo Rocha, em fevereiro de 2013. Na sessão, marcada para acontecer no Fórum do Barro Duro, o juiz irá analisar pontos divergentes dos depoimentos dos acusados prestados em agosto.
Segundo divulgou o Tribunal de Justiça, serão ouvidos os réus Victor Uchôa Cavalcanti, Thiago Handerson Oliveira Santos e Nayara da Silva. O promotor José Antônio Malta Marques entendeu que o trio divergiu em alguns pontos em seu último depoimento prestado. Além deles, figuram como réus no processo Vanessa Ingrid da Luz Souza e Saulo José Pacheco de Araújo.
No dia 06 de agosto algumas testemunhas e réus prestaram esclarecimentos ao juiz Geraldo Amorim durante uma audiência de instrução do caso. Na ocasião, um policial civil que participou das investigações foi ouvido e afirmou que durante as prisões, Vanessa teria mandado matar Franciellen a mando de um empresário. Segundo apontaram as investigações, Vanessa era responsável por uma rede de prostituição e segundo o policial, Franciellen era uma das garotas de programa.
Ele disse ainda que a jovem teria tido um relacionamento com um empresário, que não teve o nome revelado, acabou engravidando e teria pressionado o homem para solucionar o caso. Apesar de não ter sido constatada a gravidez, a investigação sobre o suposto envolvimento da jovem com o empresário não chegou a ser investigada pela Delegacia de Homicídios.
O caso
De acordo com informações da polícia, a mentora do crime, Vanessa Ingrid, estava em São Paulo, quando soube de um possível envolvimento de seu namorado Genilson com sua amiga Albertina, uma das envolvidas na morte de Franciellen.
Ao chegar em Maceió, Vanessa alugou um apartamento no edifício Renover, em Cruz das Almas e convidou Albertina para ir à ‘festa’ em seu apartamento. Ao chegar no local, as duas brigaram, Albertina negou qualquer envolvimento com Genilson e afirmou que era Franciellen que mantinha um caso com o pivô do crime.
Após esclarecer a situação, no dia 15 de fevereiro de 2012, Albertina ligou para Franciellen e a convidou para a festa no Edifício que horas depois resultaria em sua tortura e morte.
Franciellen foi até o apartamento com duas amigas que não participaram da festa e foram embora. Os outros acusados já se encontravam no apartamento.
Tortura
Antes de ser morta, Franciellen foi torturada durante 2 horas. De acordo com a polícia, as menores ASBC e MSBC queimaram cigarros na face da vítima, enquanto Victor, Thiago e Saulo deram socos em Franciellen. Os cabelos de Franciellen foram cortados com faca, ainda quando a jovem estava no quarto do apartamento.
Sentindo as dores da agressão, os acusados afirmaram à polícia que Francyellen estava “mole” quando foi conduzida ao carro pelas oito pessoas que se encontravam no apartamento, sendo 3 menores.
As investigações apontaram também que os acusados de cometer o crime compraram 5 litros de gasolina e uma caixa de fósforos num posto de combustível e se dirigiram ao local em que Franciellen foi morta. A perícia constatou que os agressores teriam ateado fogo na vítima, que se debateu ate morrer, uma vez que o corpo foi corpo encontrado a alguns metros do local em que tudo teria iniciado.
No ano de 2011, Vanessa cometeu homicídio contra Amanda, de apenas 18 anos. Amanda foi morta com 9 disparos de arma de fogo e também teria tido um caso com Genilson.
