Após o incidente que resultou na morte da soldado Izabelle Pereira dos Santos, 24, na madrugada de domingo (31), as armas utilizadas pela Polícia Militar de Alagoas serão inspecionadas pela empresa Taurus, que é responsável em fabricar e distribuir as armas de fogo para o Estado.

Segundo o comandante do Batalhão de Rádiopatrulha (BPRp), Major Cláudio a inspeção partiu de uma orientação do Comando Geral da Polícia Militar de Alagoas. “A orientação do Comando Geral da Polícia Militar é a de que todas as armas sejam recolhidas e inspecionados pelo pessoal da Tuarus que está chegando a Maceió”, disse.

A medida adotada pela Polícia Militar ocorre para averiguar a possibilidade de falhas nas armas. Isto porque, conforme o comandante Claudio, a submetralhadora utilizada pela soldado havia sido programada com o seletor de tiros para limitar a rajada, que seria no máximo dois tiros, o que não ocorreu. “A arma que a soldado utilizava havia passado por uma inspeção que limitava a quantidade de disparos, o que não ocorreu e, infelizmente, foi deflagrada a rajada completa, utilizando toda a munição do carregador”, explicou.

Além do equipamento, o comandante ressaltou que a arma deveria estar posicionada com o cano para baixo da viatura. “Como a arma não tinha suporte, devido ao tamanho da viatura, a arma deveria estar posicionada com o cano para baixo. As outras viaturas maiores AS10, têm o suporte”, disse, acrescentando que segundo a guarnição, a arma não estava sendo manuseada no momento.

Em Alagoas, 20 submetralhadoras estão à disposição da Radiopatrulha. De acordo com o comandante, no dia da morte da soldado,  todas as armas dos militares utilizadas no sábado foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto de criminalística (IC) para a perícia.

O comandante ressaltou que um inquérito vai apurar a morte da policial. “A Polícia Militar está adotando as medidas necessárias para investigar o caso. Não podemos ser levianos em afirmar algo neste momento até para não prejudicar as investigações. Devemos aguardar o resultado da perícia”, disse.

Os três militares pertencentes ao BPRP que estavam na viatura estão sendo assistidos por psicólogos.