Cinco pessoas foram presas e drogas, munições e dinheiro foram apreendidos durante a Operação Nova Química, deflagrada na madrugada desta quinta-feira (14) em vários bairros de Maceió. Segundo a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), dois acusados são donos de uma empresa e outro é apontado como líder do tráfico de drogas na região do Benedito Bentes.

Segundo o coordenador da Deic, delegado Paulo Cerqueira, foram expedidos cinco mandados de prisão e outros sete de busca e apreensão. O foco dos trabalhos era prender envolvidos com o tráfico de drogas em Maceió. Durante as abordagens, os policiais conseguiram prender Cícero Washington Amorim Nascimento, 26, José Alisson da Silva Santos, 25, que é acusado de cometer um homicídio no Feitosa durante o final de semana. Na ocasião, ele tirou à força um jovem de dentro de um taxi e o executou.

Um dos pontos da operação que vai desencadear uma investigação à parte é o fato de Carlos Henrique Oliveira dos Santos, o Negão, 29, preso no Benedito Bentes, e sua esposa Rosicleide da Silva, serem donos de uma empresa chamada Nova Química. Apesar de estar na fase preliminar de levantamento de informações, o delegado Paulo Cerqueira disse que a polícia deverá investigar se a empresa que acabou dando nome à operação se trata de uma refinaria de drogas.

Também foi preso Givaldo Vicente da Silva, 30, que é apontado como o chefe do tráfico na região do Benedito Bentes e nos conjuntos Cidade Sorriso e José Aprígio Vilela. A prisão dele aconteceu em uma residência no bairro da Ponta Grossa.

Nas residências abordadas durante a operação, a Deic conseguiu apreender 500 pedras de crack, uma grande quantidade de maconha, cocaína, dois celulares, várias munições para revólver calibre 38, uma faca peixeira, um triturador de maconha e R$1.350 em espécie.

Cerqueira disse que a operação teve a participação do Departamento de Roubo a Bancos e Antissequestros, pois a polícia investigava também o envolvimento dos acusados com roubos a bancos, estabelecimentos comerciais e até sequestros.

“Começamos as investigações no ano passado quando um policial civil foi assaltado na Praça da Maravilha, ali no Poço. Prendemos um dos assaltantes e começamos a investigar ele e fomos chegando aos demais acusados. Eles possuíam relação por conta do tráfico de drogas. As nossas equipes continuam o trabalho, já que outras pessoas envolvidas com esse grupo podem ser presas”, destacou o delegado.