A Polícia Civil e Coruripe segue investigando o assassinato do ex-policial militar Jesse James na última semana. De acordo com o delegado, apesar do histórico da vítima, que poderia levar a uma possível vingança, nenhuma linha de investigação está descartada.
De acordo com o delegado Arthur César, as investigações estão caminhando ainda em seu início e qualquer informação seria prematura. “Estamos colhendo informações, ouvindo familiares e pessoas próximas para reforçar nossas teses”, afirmou.
Questionado se o histórico de Jesse James e uma possível vingança seria a principal linha de investigação, o delegado deixou aberto o processo para outras possibilidades. “Nós sabemos de outra história, mas não podemos focar apenas no passado. Estamos apurando todas as possibilidades”, finalizou.
Jesse James foi assassinado no último sábado na cidade de Coruripe, no qual já foi vereador e assessor parlamentar. A vítima havia recebido uma ligação e, em seguida, foi a um posto de combustível desativado, localizado na saída da cidade. Logo após foi levado ao escritório pelo homem, que até o momento não foi identificado e lá teria recebido os diparos.
O ex-militar foi condenado em 2004 a 76 anos de prisão, acusado dos crimes de sequestro, ocultação de cadáver, cárcere privado e homicídios. Um dos crimes teve como vítimas, segundo as investigações, o vendedor de joias José Cerqueira e o amigo dele, Majelo da Silva, mortos em 2003.
Em 2008, em ato assinado pelo governador do Estado, foi publicado no Diário Oficial a exoneração de Jesse James do quadro da Polícia Civil de Alagoas. No ano seguinte, o filho de Jesse James, foi morto numa troca de tiros com outros criminosos no bairro do Feitosa.
