Em coletiva realizada nesta sexta-feira (1), na sede da Polícia Civil, em Jacarecica, a PC divulgou informações sobre a atuação do grupo de extermínio, liderado pelo suplente de vereador e ex-administrador do Cemitério de São José, localizado no Trapiche da Barra, Eliseu de Oliveira Barbosa Filho, conhecido como Júnior Barbosa. Além do suplente, outras três pessoas foram presas. A polícia não descarta novas prisões em outros crimes atribuídos ao grupo.
Além do Júnior Barbosa, que se apresentou aos promotores do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), na noite dessa quinta-feira (31), estão presos, César Rodrigues Barbosa, que é irmão de Júnior Barbosa, o coveiro André José dos Santos e Erenildo Bento da Silva. De acordo com a polícia, o único foragido é o segurança do suplente, Elcio Matias, conhecido como Nêgo Biu.
Segundo o delegado Denisson Albuquerque, Júnior Barbosa liderava o grupo, o seu irmão ficava responsável em atrair a vítima e participar das sessões de torturas, o coveiro abria as covas, e Erenildo Bento tinha conhecimento do caso. O segurança Elcio ficava responsável pelo veículo utilizado nos crimes e providenciava os instrumentos na tortura.
De acordo com o delegado Carlos Reis, o grupo vem sendo investigado desde o mês de abril. Segundo Reis, o denunciante, que também integrava o grupo, denunciou o caso à polícia por medo de ser morto.
Entre as vítimas do grupo, estão dois menores de 16 e 15 anos. Segundo a polícia, o menor A.J.S, 16, o “Ninho”, foi atraído por um dos integrantes do grupo ao cemitério para um suposto trabalho de limpeza. No local, Eliselton e Welton, ambos funcionários do cemitério, e Júnior Barbosa teriam enforcado a vítima e levado o corpo em um saco para Marechal Deodoro, onde foi carbonizado.
Na noite de ontem, Barbosa declarou que está sendo vítima de perseguição política. E garante que não está envolvido nos crimes. “Vocês vão saber quem é o mandante de todos os crimes, da Brejal ao pontal. Todo mundo sabe quem tem intenção de me prejudicar. Vou provar junto ao Ministério Público quem é o verdadeiro mandante. Eu não tenho mandato por isso estou com mandado de prisão. Se eu tivesse mandato eu tava me escondendo atrás do fórum parlamentar” disparou.
Quando questionado sobre conhecer as vítimas, Barbosa afirmou: “não tenho mais nada a declarar”.



