Atualizada às 18h25
Uma operação conjunta realizada nesta segunda-feira (14), no bairro do Feitosa, resultou na prisão de seis pessoas acusadas de integrarem um grupo criminoso comandado de dentro do Sistema Prisional de Alagoas por um reeducando. John Anderson Almeida Feitosa foi preso com aproximadamente 50 kg de maconha e, além dele, a mãe, Vera Lúcia A. dos S. Ataíde, e a esposa, Maria Janaina da S. Fidélis, também foram presas acusadas de participarem da quadrilha de tráfico de entorpecentes.
De acordo com a assessoria do Ministério Público Estadual (MPE-AL), John Anderson havia recebido a droga há poucos minutos e se preparava para distribuí-la. Além da maconha, o acusado também estava com quase três quilos de cocaína e haxixe, e foi preso quando tentava sair de casa. Os entorpecentes foram encontrados dentro de um veículo Gol, cor prata, placa MVG - 3350/Maceió-AL.
A operação foi resultado de seis meses de investigação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do MPE-AL. John Anderson foi detido em flagrante delito e confessou que fazia parte de uma quadrilha de tráfico comandava por um reeducando sob custódia no sistema penitenciário de Alagoas.
Maria Janaina da S. Fidélis, esposa de Anderson, e Vera Lúcia A. dos S. Ataíde, mãe dele, também foram presas por associação ao tráfico. A mãe, Vera Lúcia, contou que sabia da atividade criminosa do filho e que não conseguiu convencê-lo a deixar o tráfico. Ela e Janaina foram detidas no interior da residência onde todos moravam, situada na Rua Marinalva Lins de Oliveira, n° 46, no bairro do Feitosa. Dentro da casa foram apreendidos meio quilo de cocaína e dois quilos de haxixe.
Além dos três da mesma família, foram presos Thiago Silva dos Santos e Rosalvo Alves Silva; e Dayane Máximo Barbosa. Thiago e Rosalvo chegaram numa Kombi, no momento em que o Gecoc se preparava para sair do Feitosa. Eles haviam ido buscar 25 quilos de maconha e acabaram sendo detidos por associação ao tráfico. Dayane foi presa pelo mesmo motivo. Ela chegou no mesmo instante e queria comprar 50 gramas de cocaína para tentar levar para o marido, que está preso no sistema penitenciário.
De acordo com o coordenador do Gegoc, promotor Alfredo Gaspar de Mendonça, "por uma questão de segurança, o Ministério Público não vai dar mais detalhes a respeito dessa organização criminosa”. “Vamos continuar as investigações para que possamos descartar todo o mundo e acabar com a sua atuação em Alagoas", afirmou .
A operação foi coordenada pelo Gecoc e contou com a participação da 17ª Vara Criminal da capital, Secretaria de Estado da Defesa Social e Batalhão de Polícia de Guarda.
Todos os acusados foram levados à Central de Flagrantes.
