Funcionários da empresa Reviver, que administra o presídio de segurança máxima, no município de Girau do Ponciano, são suspeitos de agredir um reeducando nos dias 30 de junho e 1º de julho. Paulo Moisés da Silva, que responde pelo crime de estupro a uma criança de cinco anos, teria sido agredido por doze agentes na cela do presídio que estava detido.
O reeducando foi ouvido pelo promotor de Execuções Cyro Blatter. Ao promotor, Paulo Moisés disse que foi vítima de agressão pelos funcionários da empresa. “Segundo o reeducando, ele foi agredido por doze funcionários da empresa Reviver. A primeira agressão ocorreu no dia 30 de junho, por dez funcionários, e a segunda, no dia seguinte, por outros dois”, relatou.
Ainda de acordo com Blatter, Paulo Moisés estava bastante machucado. “As marcas de agressão eram bastante visíveis. Imediatamente, o encaminhei ao Instituto Médico Legal para que fosse feito o exame de corpo de delito. O resultado sairá dentro de alguns dias”, afirmou.
Em relação aos funcionários da empresa, Blatter informou não saber se os funcionários foram afastados de suas atribuições. “Ainda não tive a informação se os funcionários foram afastados, mas caso não tenham sido nós vamos solicitar o afastamento para a investigação do caso”, disse.
O CadaMinuto tentou falar com a Secretária de Estado de Ressocialização e Inclusão social (Seris) e com o Delegado Mário Jorge Barro, mas não obteve êxito.
O caso
O servente de pedreiro Paulo Moisés da Silva, de 28 anos, foi preso no dia 26 de junho, acusado de estuprar uma criança de 5 anos de idade, na frente do irmão de 6 anos, no bairro São Francisco. De acordo com populares, Paulo Moisés estava bebendo com os pais da criança, quando aproveitou um momento de distração dos pais, e fugiu com duas crianças para um matagal.
