Em resposta a denúncias sofridas por um policial militar por parte de supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) , representantes da esfera da segurança pública tem emitido opiniões de solidariedade ao colega de farda e demonstrado firmeza para chegar até os possíveis autores da acusação.

Diante do ocorrido, o presidente da Associação de Cabos e Soldados em Alagoas (ACS/AL), Cabo Wellington Silva, revelou por intermédio de nota que repudia veementemente as ameaças que o militar recebeu de traficantes do PCC por provavelmente ter apreendido grande quantidade de drogas na região do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM).

De acordo com o Cabo Wellington Silva, o policial está representando o Estado, logo a ameaça fere a segurança não somente do militar, mas dos demais colegas que sempre lutam em defesa da sociedade alagoana. “O Estado tem que dar uma resposta a respeito deste caso e de tantos outros, inclusive ocorreu algo similar no 1º BPM há três meses, onde o PM teve seu nome escrito em uma das paredes no bairro do Brejal em Maceió, colocando a sua cabeça a prêmio e estipulando valores também”, pontuou.

O policial militar, que prefere não ser identificado, relatou que a apreensão de drogas realizada gerou um prejuízo de mais de 1 milhão de reais aos traficantes, e isso fez ocasionou a ira dos criminosos. Ele revela ainda que outros militares chegaram a receber ameaças por telefone também, porém toda polícia está se esforçando ainda mais para proteger os demais colegas.

Mesmo após as ameaças, o militar continua exercendo suas atividades no 5º BPM. Contudo, outros policiais militares têm oferecido proteção enquanto ele exerce suas atividades e durante o trajeto para a residência.

O caso

Segundo o policial, que preferiu não se identificar, as ameaças teriam surgido após uma apreensão de drogas, representando um valor aproximado de R$ 1 milhão. Homens identificados como integrantes do PCC telefonaram e chegaram a afirmar que devido ao prejuízo financeiro provocado pela apreensão das drogas os responsáveis seriam executados.

De acordo com o corone Mário Jorge, o Serviço de inteligência da PM obteve a informação de que três pessoas teriam chagado a Maceió na última quarta-feira,  numa caminhonete Frontier, vindos do Estado de Pernambuco e teriam a intenção de executar o militar.