Klinger Pinheiro e Mustafá Rodrigues foram condenados pelo Tribunal do Júri por participação no assassinato da funcionária pública Quitéria Pinheiro em julgamento ocorrido durante o dia de ontem (3). De acordo com a sentença, Klinger cumprirá 20 anos e 10 meses de prisão e Mustafá deve cumprir 21 anos.
Durante o julgamento, uma das primeiras pessoas a ser ouvida foi a irmã da vítima Talma Lins Pinheiro, que afirmou ao presidente do Júri Mauricio Brêda não saber o que poderia ter motivado o crime.
“Minha irmã não fez nada para morrer. Pelo contrário, deveria viver muito. Ela era uma mãe para todos nós”, afirmou Talma. A irmã de Talma e Quitéria, Luciana Pinheiro, é apontada como a mandante do homicídio, enquanto o de Talma, Klinger Pinheiro, e Mustafá Rodrigues estava sendo julgados pela autoria intelectual do crime.
“Ela ia fazer o que lá? Seria muito cínica se tivesse ido”, disse Talma ao ser interrogada se sabia o motivo pelo qual Luciana não foi ao enterro de Quitéria.
O caso
Quitéria foi assassinada a tiros no dia 12 de agosto do ano passado no jardim de sua residência, no bairro da Gruta, quando regava plantas. À época do crime, Klinger afirmou que foi até a residência de Quitéria levar um cheque de R$ 2.500, relativo ao pagamento de uma dívida de sua mãe. Ao chegar à casa da tia, ele entrou com outro amigo, conhecido apenas como Paixão, e procurou Quitéria, que não aceitou o cheque.
A Polícia concluiu que o disparo que vitimou a funcionária pública foi deflagrado por Mustafá Rodrigues. Durante as investigações, segundo a Polícia Civil, após participar do assassinato da tia, Klinger e os amigos seguiram para o Shopping Pátio Maceió, junto com Luciana Pinheiro.O motivo do crime seria uma dívida de R$ 5 mil de Luciana com Quitéria

