No julgamento do assassinato da funcionária pública Quitéria Pinheiro uma das primeiras pessoas a ser ouvida foi a irmã da vítima. Talma Lins Pinheiro afirmou que não sabe o que teria motivado o crime.
“Minha irmã não fez nada para morrer. Pelo contrário, deveria viver muito. Ela era uma mãe para todos nós”, afirmou Talma. O sobrinho de Talma, Klinger Pinheiro, e Mustafá Rodrigues estão sendo julgados pela autoria intelectual do crime. A irmã de Talma e Quitéria, Luciana Pinheiro, é apontada como a mandante do homicídio.

“Ela ia fazer o que lá? Seria muito cínica se tivesse ido”, disse Talma ao ser interrogada se sabia o motivo pelo qual Luciana não foi ao enterro de Quitéria.
O caso
Quitéria foi assassinada a tiros no dia 12 de agosto do ano passado no jardim de sua residência, no bairro da Gruta, quando regava plantas.À época do crime, Klinger afirmou que foi até a residência de Quitéria levar um cheque de R$ 2.500, relativo ao pagamento de uma dívida de sua mãe. Ao chegar à casa da tia, ele entrou com outro amigo, conhecido apenas como Paixão, e procurou Quitéria, que não aceitou o cheque.
A Polícia concluiu que o disparo que vitimou a funcionária pública foi deflagrado por Mustafá Rodrigues. Durante as investigações, segundo a Polícia Civil, após participar do assassinato da tia, Klinger e os amigos seguiram para o Shopping Pátio Maceió, junto com Luciana Pinheiro.
O motivo do crime seria uma dívida de R$ 5 mil de Luciana com Quitéria. Klinger, Mustafá e Luciana foram presos por participação no crime.




