Um mês após o espancamento da pequena J.B de apenas 1 ano e 9 meses, a Polícia Civil, através da Delegacia de Crimes Contra a Criança, segue em busca de José Arnaldo Jacinto dos Santos, padrasto da menina. Segundo a investigação em curso, o acusado mantinha a esposa e a enteada em cárcere privado e apresenta um histórico violento, registrado em várias delegacias da capital.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Rosimeire Vieira, o caso está praticamente elucidado, dependendo apenas da captura do acusado, que segundo os depoimentos e a conclusão da investigação, é o responsável pelo espancamento da criança.

“Estamos muito próximos de concluir esse caso e dependemos apenas da prisão do acusado. Várias diligências foram feitas e posso dizer, que este homem não está em Maceió. No entanto, garanto que o trabalho está sendo feito e ele será preso o quanto antes”, afirmou.

A reportagem do CadaMinuto ainda questionou a delegada, se no processo de depoimentos, foi investigada a possibilidade da mãe ser cúmplice do companheiro, o que prontamente foi descartado, com uma revelação feita pela responsável da investigação.

“No início das investigações nós seguimos duas linhas. Se a mãe era cúmplice ou vítima e diante dos depoimentos, comprovamos que ela era uma vítima. Ele batia na companheira e na criança e ainda mantinha as duas em cárcere privado. Saía para a rua e deixava as duas trancadas”, revelou.

Os atos de violência no último relacionamento não foram atos isolados na vida do acusado, tendo em vista que José Arnaldo já responde por outros delitos em várias delegacias da capital, inclusive contra o próprio filho.

“Ele tem um histórico violento. Aqui na delegacia onde sou responsável, ele responde por maus tratos contra o próprio filho, de outro relacionamento, além de outros registros policiais por lesões corporais em vários distritos”, finalizou a delegada.

Enquanto o acusado segue foragido e a polícia no seu encalço, a pequena J.B de 1 ano e 9 meses, segue internada em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE). Após ser internada no dia 30, a criança teve piora no dia seguinte e foi transferida para a Unidade de Terapia Itensiva (UTI), onde está até então, com lesões por todo corpo.