Os policiais militares Sandro Jorge da Silva, Jailson Vicente de Melo, Givaldo Vicente de Melo, José Lenildo de Souza Silva e Marcos Antônio Francisco Silva estão sendo julgados em júri popular nesta quarta-feira (30), acusados pela morte de Ismael Dantas Lira, de 18 anos. O grupo ficou conhecido em União dos Palmares como Ninjas por ter supostamente praticado vários crimes entre a década de 90 e 2000. Apesar das acusações, a defesa dos réus afirma que a acusação é baseada em boatos.

O crime aconteceu em União dos Palmares em 07 dezembro de 2003. Segundo as investigações, a morte de Ismael aconteceu após a vítima ter supostamente participado da morte de um amigo de Sandro Jorge, réu no processo.

De acordo com o depoimento de testemunhas, Ismael Lira estava parado no posto de combustíveis para abastecer sua motocicleta quando foi surpreendido pelos réus em um veículo. Os acusados Sandro Jorge, Jailson Vicente e Givaldo Vicente, teriam descido do carro e alvejado a vítima com disparos de arma de fogo. Os outros dois réus, José Lenildo e Marcos Antônio teriam dado cobertura para cometer o crime.

Além das acusações neste crime o grupo também é apontado como uma organização criminosa que agia na cidade. O advogado dos militares, Raimundo Palmeira, disse que as acusações feitas contra os réus não passam de boatos. Segundo o advogado, a população da cidade comentava que havia um grupo de extermínio agindo na região e quando o crime aconteceu, a autoria foi atribuída de forma errônea aos acusados.

Palmeira argumenta que um dos réus não estava na cidade no dia do crime, que segundo ele reforça a tese de que eles não tiveram participação no crime. “Quando houve o crime, automaticamente a culpa caiu sobre eles, principalmente sobre o Sandro Jorge. Há informações de que o Ismael estava envolvido na morte de um amigo de Sandro. Tenho provas concretas e vou apresentá-las durante o júri de que eles não têm envolvimento com esse crime. O réu Jailson no dia do crime estava prestando serviço ao ex-governador Manoel Gomes de Barros em Maceió”, defendeu o advogado.

O julgamento acontece no Fórum do Barro Duro, em Maceió, e é conduzido pelo juiz Geraldo Amorim, da 8ª Vara Criminal da Capital. Durante a tarde de hoje o julgamento entra na fase de debates e o resultado está previsto para ser divulgado durante a noite.