O desaparecimento da jovem Roberta Dias completa dois anos nesta sexta-feira (11) ainda sem esclarecimento sobre o seu paradeiro e o julgamento dos acusados apontados no crime. Roberta desapareceu após sair de casa para realizar um exame pré-natal em uma unidade de saúde, no município de Penedo, onde residia com a família, e nunca mais foi vista.

A data foi lembrada pela mãe da jovem, Mônica Reis em sua página na rede social. “Amanhã 11 de abril completará dois anos do desaparecimento de Roberta, mesmo assim, ainda confio e espero somente em Deus pela Justiça divina que um dia seja feita, pois a Justiça da terra quem prevalece é o dinheiro...”, escreveu Mônica.

O caso gerou protestos, com passeata nas ruas de Penedo, e oferta de recompensa por parte da família de Roberta Dias. O pai da gestante arrecadou R$ 5 mil com parentes para oferecer a quem informasse sobre a localização da estudante.

No ano passado, a Polícia Civil realizou uma operação no município para prender os suspeitos no crime, inclusive a mãe do ex-namorado de Roberta, Mary Jane, que foi apontada pela polícia como a mandante do crime. À época, as investigações apontaram que Mary Jane teria encomendado a morte da jovem pelo valor de R$ 30 mil. 

Além de Mary Jane foram presos acusados de participação no crime os agentes da Polícia Civil Carlos Freire Cardoso, 34, Cledson Oliveira da Silva, 33, e Carlos Bráulio Lopes Idalino. De acordo com a investigação da PC, Idalino teria sido o homem que forçou Roberta Dias a entrar em um veículo, com uma arma apontada para a cabeça.

A operação para prender os suspeitos resultou no desmembramento em relação ao tráfico de drogas e práticas de outros homicídios na região do Baixo São Francisco. Nove pessoas foram presas, entre elas policiais civis e o secretário do município.

Relembre o caso

Roberta foi vista pela última vez em Penedo no dia 11 de abril de 2012 quando saiu de casa para realizar um exame pré-natal. A família contou que antes de desaparecer, ela foi vista na casa do namorado e depois na companhia de uma amiga que a acompanhou na consulta. Depois disso, ela nunca mais foi vista.

O namorado de Roberta, pai do filho que ela esperava, chegou a ser apontado como suspeito pela polícia, mas ele negou qualquer pressão e afirmou que não sabia da gravidez da namorada.

O celular da jovem foi encontrado dois meses depois de seu desaparecimento em um terreno baldio próximo à unidade de saúde. O aparelho foi revendido e recuperado tempo depois. A Polícia Civil em Penedo chegou a interrogar o namorado, a amiga e familiares de Roberta, mas em nenhum dos depoimentos foi encontrado algum detalhe que ajudasse a solucionar o caso.

O computador e o telefone da jovem também chegaram a ser periciados. Ainda em 2012, um corpo com características semelhantes ao da jovem foi encontrado em Coruripe e a polícia chegou a suspeitar que fosse Roberta. Porém, os exames mostraram que não se tratava da jovem desaparecida.

O caso voltou à tona após a desembargadora Elisabeth Carvalho cobrar a elucidação do caso durante uma sessão do Pleno do Tribunal de Justiça em abril de 2013.