O assassinato de uma criança de sete anos revoltou moradores do Conjunto Bela Vista, no bairro do Benedito Bentes, na tarde de ontem (06). A menina foi vista pela última vez pelos familiares no sábado à tarde quando brincava em frente a sua residência. De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima foi enterrada em uma cova rasa, após ter sido estuprada e estrangulada.
O corpo da garota estava enterrado em um terreno baldio ao lado da residência do principal suspeito no crime, o vender autônomo, Erinaldo da Silva Farias, 42. Conforme informações apuradas pelo CadaMinuto, durante a procura pela filha, os pais foram informados por moradores que ela teria sido vista entrando na casa de Erinaldo.
O vizinho de Erinaldo, o empresário Genilson Alves da Silva, 40, também foi detido suspeito de ter envolvimento no crime. Ele é proprietário de uma panificação na região e informou para a polícia que as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento registraram quando a menina passou em frente à casa de Erinaldo, que negou o crime.
No entanto, militares do 5º Batalhão da Polícia Militar realizaram uma vistoria nas proximidades da residência do suspeito e encontraram uma parte do terreno com a terra mexida e com galhos de árvores por cima. Ao começar a cavar o local, os militares encontraram os braços da garota.
Os dois foram conduzidos para a Delegacia de Homicídio, no bairro da Santa Amélia, onde prestaram o depoimento. Na especializada, Erinaldo disse que o crime foi cometido Genilson Alves, que inclusive tinha a chave do seu imóvel e era acostumado a oferecer doces e biscoitos para as crianças para manter relações sexuais.
Genilson negou as acusações de Erinaldo e afirmou que os exames do Instituto Médico Legal (IML) irão apontar que ele não tem envolvimento com o crime. Segundo ele, essa história foi inventada por Erinaldo, que estava embriagado.
Com o achado do corpo ao lado da residência de Erinaldo, populares que ajudavam a família a encontrar a menina ficaram revoltados e ameaçaram espancar e apedrejar os suspeitos. O clima no local ficou tenso e foi necessária a presença de guarnições do Bope, da Rádio Patrulha e também do 5º BPM.
