A Polícia Federal concluiu, nesta quarta-feira (02), os inquéritos relativos à Operação Glasnost e apresentou relatório final sobre as investigações ao Ministério Público Federal. A ação foi deflagrada no dia 19 de novembro do ano passado e resultou na prisão de um homem acusado de divulgar material de pornografia infantil na Internet e na apreensão de material que comprovava o delito.

O alagoano preso, que não teve o nome divulgado já que os inquéritos seguiam em segredo de Justiça, foi preso em flagrante e indiciado pelo crime de “Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”, previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e Adolescente.

No computador do suspeito, apreendido durante a Operação, foram encontrados mais de 450 arquivos de pornografia infantil. Em dispositivos encontrados pela PF na residência, havia armazenado aproximadamente 12 mil fotos e vídeos de pornografia infantil, principalmente, cenas de abuso sexual de bebês e crianças de até 05 anos.

As investigações foram conduzidas pelo delegado Polybio Brandão. 

A operação

A operação foi desencadeada no Paraná, Rio Grande do Sul, SantaCatarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais,Bahia, Goiás e no Distrito Federal, e as investigações duraram cerca de dois anos. A Polícia constatou a produção  e  o  compartilhamento  de imagens  relacionadas  à  exploração  sexual  de  crianças  e  adolescentes  na Internet. Os investigados compartilhavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até de  bebês,  muitos  deles  sendo  abusados  sexualmente  por  adultos,  e  as  enviavam para seus contatos no Brasil e no exterior.

O nome da operação, “GLASNOST”, termo russo que significa “transparência”, foi escolhido porque a maior parte dos indivíduos investigados se utilizava de um site hospedado na Rússia para a divulgação de fotografias de menores na internet, bem como para o estabelecimento de contatos com outros pedófilos ao redor do mundo.