O casal Juarez Tenório e Maria Flávia, que se entregou nesta segunda-feira (31) à polícia por participação no assassinato do advogado Marcos André de Deus Félix, possui envolvimento em outros crimes na região. Segundo o delegado Jobson Cabral, eles integram um grupo conhecido como Gangue do Alpendre, envolvido em roubos e crimes de pistolagem em Marechal Deodoro.
Segundo o delegado, o grupo que Juarez e Maria Flávia integram é responsável por roubos de veículos e homicídios na região. Um dos crimes aconteceu em dezembro do ano passado e era investigado pela polícia.
“Eles são conhecidos por andarem com roupas de grife e bem arrumados, mas possuem envolvimento em roubos e pistolagem. Eles confessaram a participação no crime de Marcos, os valores acertados com Janadaris e como agiram para matar”, explicou.
Durante o depoimento Maria Flávia disse que foi contratada para dar apenas um susto no advogado. Após o atentado que resultou na morte de Marcos, ela fugiu para Aracaju e pretendia ir para Porto Alegre, mas decidiu se entregar.
As investigações apontaram que Juarez foi o motorista do veículo e levou Álvaro Douglas dos Santos, conhecido como “Alvinho”, e Elivaldo Francisco da Silva, o “Vado”, até a pousada. O carro estava em nome de Sérgio Sfredo. Todos os envolvidos no crime tiveram as prisões preventivas decretadas.
Relembre o caso
Marcos foi baleado por Alvinho e Vado quando voltava da praia do Francês no dia 14 deste mês. O advogado ainda tentou se salvar dos tiros entrando na pousada, mas acabou sendo atingido. Os acusados fugiram em um veículo.
O advogado acabou morrendo vítima de uma parada cardíaca na semana passada na UTI do Hospital Universitário. Ele tinha ficado internado no HGE e por conta de seu estado de saúde foi transferido, mas não resistiu.
Janadaris e o marido foram presos apontados como os autores intelectuais do crime. No dia marcado para o depoimento do casal, Alvinho e Vado se entregaram à polícia e confessaram a participação no crime.
O delegado Jobson afirmou que o crime está esclarecido e que aguarda a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística para remeter o caso à Justiça.
Quanto às denúncias sobre o envolvimento de Janadaris com tráfico de crianças na região, ele afirmou que aguarda que testemunhas procurem a delegacia para confirmar a denúncia.
“Por enquanto eu só tenho informações soltas, preciso que alguém venha a delegacia e confirme toda a história para aí abrir outra investigação sobre isso”, concluiu.
