Está causando polêmica nas redes sociais a divulgação de imagens de alunos do Centro de Formação de Praças da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) comendo frango cru durante um treinamento. As imagens foram compartilhadas pelo vice-presidente da Associação dos Praças da PM e Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (Aspra), cabo Washington Lopes.
Em sua página pessoal, o cabo questiona a “metodologia de formação profissional” e classifica o fato de constrangimento: “Comer frango cru tem relação com a formação policial? Para quem vai lidar com o cidadão no dia a dia precisa comer frango cru? Será que esse tipo de treinamento serve para algo?”.
O cabo da PM prossegue dizendo acreditar que a cúpula da PM não orienta os formadores acerca do desrespeito praticado na instrução e frisa que fatos como esse denigrem a imagem da corporação: “Que me desculpem os formadores, mas essa época passou! Posso até sofrer algumas perseguições por conta do fato que estou noticiando, mas não posso calar, infelizmente não!”, finalizou.
Defesa do treinamento
A reportagem entrou em contato com a assessoria da PM/AL, que explicou que a instrução de sobrevivência é normal e regular em qualquer curso de formação militar do País: “Nesse treinamento, o animal é solto e deve ser capturado pelo grupo, tratado e consumido, não necessariamente cru, mas cabe ao policial em treinamento conseguir fazer o fogo para preparar o alimento”.
A explicação da assessoria ganhou eco dentro do próprio Curso de Formação. Em contato com o CadaMinuto, um aluno que preferiu não se identificar explicou que ninguém foi obrigado a comer a galinha, nem sofreu punições devido a recusa.
“Trata-se de um treinamento de sobrevivência realizado durante uma marcha que tradicionalmente ocorre nesses cursos, com várias oficinas, dentre elas essa, de como sobreviver na mata. Quem quisesse, deveria matar e comer a galinha, mas ninguém foi coagido”, frisou ele.
O aluno defendeu que o treinamento é necessário, principalmente para quem almeja ingressar em uma tropa de elite, a exemplo do Bope, e reforçou que não houve constrangimento: “É um choque de realidade necessário, que faz parte do treinamento de um futuro policial”.

