A médica Tânia Medeiros, acusada do homicídio do esposo e também médico, Daniel Houly de Almeida, por meio de sua assessoria, enviou nota de esclarecimento sobre o caso. Tânia Medeiros será levada a júri popular na próxima sexta-feira (21), durante a Semana Nacional do Júri, que é uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em nota, Medeiros explica que tentou impedir o suicídio do médico, mas,que mesmo assim, a arma que ele segurava disparou e atingiu a sua artéria femural. “Médica e esposa devotada, ela, primeiramente, tentou impedir o gesto suicida, mas, mesmo assim, a arma que ele segurava disparou e atingiu sua artéria femural. Desesperada com o sangramento conteve a hemorragia e o levou para a Unimed. Os socorristas foram testemunhas de que Daniel afirmava que não queria viver.”, explicou em nota.

Ao final da nota, a defesa diz que não houve crime. “Tânia senta no banco dos réus para ser julgada por um crime que não houve. Todos nós vamos estar sentados ali com ela, queremos que esse tormento acabe, que ela seja inocentada, para que possamos voltar a viver com um pouco de paz, mesmo que isso não traga Daniel de volta.”, finalizou.

A versão colocada pela acusada não é aceita pela família de Daniel Houly que espera a decisão do júri para por esclarecimento do caso.

Confira a nota na íntegra

 “Há exatos 15 anos uma tragédia abalou a vida da nossa família: Daniel Houly, então casado com a nossa querida Tânia Medeiros, atentou contra a própria vida e acabou morrendo. Médica e esposa devotada, ela, primeiramente, tentou impedir o gesto suicida, mas, mesmo assim, a arma que ele segurava disparou e atingiu sua artéria femural. Desesperada com o sangramento conteve a hemorragia e o levou para a UNIMED. Os socorristas foram testemunhas de que Daniel afirmava que não queria viver.

Para Tânia começava ali um martírio que perdura até hoje: a perda do marido, um homem honrado, amigo, companheiro, que a amparava, ouvia, ria consigo e também chorava - um casal, enfim, como tantos outros que lutam cotidianamente para construir uma vida juntos – e a insídia que acabou a levando a um júri popular.

Ficamos estarrecidos com o suicídio de Daniel, algo inesperado e inconsolável, mas mais estarrecidos ficamos quando nossa Tânia foi acusada de homicídio, mesmo após o delegado do inquérito não indiciá-la. Desde então vivemos um tormento. São anos de acusações injustas, de ataques pesados, de campanhas sistemáticas contra uma profissional que agiu como cidadã esposa e médica. Daniel apresentava alterações de comportamento, mas a esposa em nenhum momento o abandonou ou tomou qualquer atitude que pudesse induzir descontentamento, ira ou vingança.

Na próxima sexta-feira, nossa Tânia senta no banco dos réus para ser julgada por um crime que não houve. Todos nós vamos estar sentados ali com ela, queremos que esse tormento acabe, que ela seja inocentada, para que possamos voltar a viver com um pouco de paz, mesmo que isso não traga Daniel de volta.”