O que parecia ser o golpe perfeito não deu certo graças à desconfiança da promotora de vendas de uma joalheria localizada em um shopping no bairro de Mangabeiras. Uma mulher aparentemente bem vestida escolheu itens que totalizavam um montante de R$ 34,4 mil. Ao utilizar o cartão do suposto esposo para pagar a conta Carla Cristina Rocha Peixoto,37, levantou a suspeita e a vendedora da loja acionou a polícia.

 A polícia conseguiu interceptar o taxi onde estava a acusada de roubo nas imediações da Avenida João Davino. Carla ainda jogou fora do carro a bolsa onde estavam as joias. Mas, tudo foi recuperado.

Na Central de Flagrantes, a delegada plantonista Rebecca Cordeiro autuou Carla Cristina. Ela confessou que é natural de São Paulo, garota de programa, e veio a Maceió já com a finalidade de aplicar o golpe. Teria sido contratada em Salvador para receber R$ 2 mil, por um homem chamado Júnior.

No dia em que chegou a capital alagoana tudo estaria preparado. Ela teria ido até à orla da Jatiúca, e próximo a um caixa eletrônico recebera o cartão de crédito para aplicar o golpe. O cartão era de um professor da Universidade Federal de Alagoas, que saberia de tudo. A trama teria a ajuda de outro homem conhecido por Pablo.

As investigações posteriores, realizadas pelo delegado Egivaldo Lopes de Messias, do 2º Distrito da Capital, que presidiu o inquérito policial, não confirmaram esta versão.

Na verdade, o professor foi ouvido na polícia e disse ter sido também vítima de um golpe, e que o seu cartão teria sido clonado quando ele tentava fazer um saque no caixa eletrônico da orla da Jatiúca. As evidências foram favoráveis à versão do professor.

O delegado Egivaldo Lopes de Messias, em seu relatório, indiciou Carla Cristina e enviou o inquérito policial ao Ministério Público Estadual (MPE) para que ela seja responsabilizada pelo crime que cometeu.