Os policiais civis de Alagoas decidiram, em assembleia geral realizada na tarde desta sexta-feira (28), que não vão decretar greve no período do carnaval, como havia sido cogitado pela categoria. Segundo Edeilto Gomes, vice-presidente do Sindicato dos Policiais (Sindpol), a decisão foi tomada “em respeito à sociedade e ao secretário Alexandre Lages (da Gestão Pública), que retomou as negociações com a apresentação de uma proposta do governo”.
Apesar do avanço, Edeilto disse que a Operação Padrão continua e que o trabalho no carnaval dependerá da liberação de diárias. O sindicalista explicou que, caso o governo não efetue o pagamento até a manhã deste sábado (01), os policiais não viajarão aos distritos policiais nos municípios.
Edeilto acrescenta que a categoria utilizará carros próprios para chegar ao local de trabalho, ao invés das viaturas disponibilizadas pelo Governo no pátio da Delegacia Geral da PC. “Caracterizados ou não, os veículos são de emergência e a maioria dos policias não têm habilitação adequada para a condução. Se o governo pagar as diárias, a condução dos policiais será por conta própria”, explicou.
O vice-presidente disse que “a população pode ficar tranquila, pois não será prejudicada”. "O objetivo da Operação Padrão não é penalizar os populares. É uma forma de fazer cumprir o exercício policial conforme diz a legislação vigente. Os agentes e escrivães cumprirão seu papel e, no caso da ausência do delegado no momento de algum acontecimento, a população terá que aguardar a chegada do profissional para que seja confeccionado o Flagrante Delito”, disse o vice-presidente.
Acordo
Segundo Gomes, ontem (27) os representantes do Sindpol foram recebidos pelo secretário estadual da Gestão Pública. “O Alexandre Lages apresentou uma nova proposta para implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios. Agora, aguardamos que o governo também se posicione quanto ao alinhamento salarial dos civis em 60% correspondente ao dos delegados”, explicou.
Ao CadaMinuto, o vice-presidente do Sindpol disse que, apesar da categoria não ter concordado totalmente com o que foi apresentado, a proposta será analisada quando for apontado um posicionamento sobre o piso. Edeilto esclarece que o atual PCCS não contempla aposentados e pensionistas, por isso não é aceito. “Nós, enquanto sindicato e profissionais, não podemos concordar com isso. Hoje são eles. Amanhã, os que estão na ativa, estarão na mesma situação e poderão não ser contemplados pelo plano”, concluiu.
Na próxima quinta-feira (06), o comando da Operação Padrão estará reunido na sede do Sindpol para ser discutido um calendário de atividades do manifesto que busca melhorias salariais e trabalhistas aos civis.
