O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, Omar Haj Mussi, e o delegado Adriano Moreira, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, detalharam, na tarde desta quarta-feira (26), a operação que apreendeu mais de uma tonelada de maconha em Arapiraca. Em entrevista coletiva à imprensa, ambos afirmaram que possivelmente o material é proveniente do Paraguai e, separados em cigarros, daria cerca de 650 mil unidades prontas para consumo.
“A apreensão realizada pela PF contou com o apoio da Polícia Militar e resultou na retirada de uma parte significativa da droga que seria disponibilizada a traficantes e usuários em Alagoas. As investigações sobre o caso ainda não foram encerradas”, disse Omar Haj, acrescentando que ainda está sendo apurado quem enviou a droga ao município.
As investigações foram iniciadas a partir de uma denúncia recebida ontem (25), pela Polícia Federal, que dava conta de que o caminhão seria descarregado em Arapiraca, durante a noite. Segundo o delegado Adriano Moreira, após a denúncia, policiais de Maceió e Recife foram mobilizados para apreender o material no momento em que seria entregue.
“Esta foi maior apreensão de maconha nos últimos dois anos. Precisaríamos de um grande efetivo para a operação. Contamos com o apoio dos policiais pernambucanos e do 3º Batalhão da Polícia Militar para evitar que outros traficantes chegassem ao local na tentativa de recuperar a droga, que estava em um fundo falso do caminhão”, explicou Moreira.
O motorista do veículo, Adalberto Dias de Jesus, 40, foi preso em flagrante. Em depoimento à polícia, ele confirmou que a droga seria entregue e comercializada em Arapiraca, e disse que trouxe o material para Alagoas a mando de um traficante, trabalho que lhe rendeu R$ 5 mil. Adalberto acrescentou que aceitou fazer o transporte “porque estava passando por dificuldades financeiras”.
Segundo ele, o traficante ofereceu R$ 5 mil para que ele transportasse a droga de Goiânia, em Goiás, até Arapiraca, e entregasse a uma determinada pessoa, cujo nome não foi revelado, no município alagoano.
De acordo com Adriano Moreira, Adalberto já se encontra no Sistema Penitenciário. Quanto ao veículo, o delegado afirmou que será periciado para constatar se a placa é fria ou não. Se condenado, o motorista poderá sofrer penas que variam de 05 a 15 anos de reclusão e pagamento de multa.


