Representantes do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) estiveram na Central de Flagrantes, na manhã desta segunda-feira (09), onde se reuniram com o delegado de plantão Oldemberg Paranhos para tratar da atual situação do espaço, que serve para abrigar presos em Maceió.
A situação veio à tona neste domingo, quando o sindicato denunciou a superlotação e condições insalubres da Central de Flagrantes. Com pouco mais de dois meses de funcionamento a Central, localizada na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, já apresenta um quadro caótico.
Durante o encontro, os sindicalistas afirmaram que essa semana – quarta-feira (11) – será votado o indicativo de greve para os policiais com o objetivo de pressionar o governo para resolver o problema, não somente na Central, mas em outras unidades espalhadas pelo Estado.
Apesar de reconhecer a situação e vivenciar diariamente o caos, Oldemberg Paranhos garantiu que não irá paralisar as atividades, mesmo que a greve seja decretada. “Reconheço que trabalhamos no limite e a situação da Central está difícil. Estamos com um número reduzido de policiais e delegados, mas não entrarei em greve para não deixar de fazer atendimento a sociedade”, colocou Paranhos, afirmando que fará parte dos 30% que vão continuar no serviço.
Oldemberg explicou que todo o problema vivenciado no Estado vem acontecendo como um ‘efeito dominó’. Sem vagas no sistema prisional, que vive uma realidade também de superlotação e não está recebendo novos presos, as delegacias precisam abrigar os infratores, o que acaba sobrecarregando o serviço dos agentes.
“A Central tem capacidade para 12 presos separados por celas e esse número pode chegar a 20. Atualmente são 28 que estão custodiados na unidade. Isso sem falar no pouco efetivo. São apenas dois delegados por plantão, mas hoje estou sozinho porque o outro delegado entrou de férias. Os policiais exercem várias funções, que vão desde serviços na carceragem, recepção, portaria, cartório e até motorista. Nosso aguardo é pelo concurso público para ver se melhora a situação”, completou.
Ainda de acordo com Paranhos, o delegado-geral da Polícia Civil se mostrou solícito ao pedido de disponibilizar mais vagas e abriu a ex-central para abrigar presos. “A única solução que vejo no momento é abrir novas vagas, ou então mandar presos para outro estado”, finalizou.
