Brasilia , -O primeiro deputado federal do PT em Alagoas, Paulão assume o cargo este ano e fica até 2014 para ajudar a melhorar a realidade do estado. Em entrevista à TV PT, o parlamentar fala sobre o partido em Alagoas, sua trajetória como militante político, as expectativas sobre o mandato para implantar o Modo Petista de Governar.

Confira a íntegra da entrevista:

Conte um pouco sobre sua trajetória antes de se filiar ao PT.

Eu comecei na década de 1970 em um movimento ligado à igreja católica, da pastoral operária, depois ingressei na antiga escola técnica, fundando as associações a nível estadual, que hoje faz parte do sindicato nacional. Depois disso ingressei no movimento sindical dos urbanitários. Cheguei a Confederação que congrega o setor de água, saneamento, eletricidade e gás encanado; e dela fui presidente duas vezes. Fui, também, fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT), tanto do plano estadual quanto nacional.

E sua filiação

Nunca participei de nenhum partido, por isso o PT é o meu partido de coração. Tive a experiência de me candidatar pela primeira vez em 1994 para deputado federal. Foi uma experiência singular e muito boa, porém não tive votos suficientes. Depois fui eleito vereador por dois anos em Maceió e após isso, eleito deputado estadual por três vezes. Agora na última eleição em 2010 fui candidato a deputado estadual onde fiquei na primeira suplência. Como o deputado foi eleito agora em 2012 para uma prefeitura de Alagoas, eu assumi o cargo com desafio de ser o primeiro deputado do PT por Alagoas no mandato por dois anos. Era uma das poucas unidades da federação sem representante do PT, como nós dizemos lá na região, trocar o pneu do carro com ele andando não é muito bom, mas faremos o melhor pela região, com capacidade de trabalho e uma boa equipe.

E quais são as perspectivas de desenvolvimento da região durante seu mandato?

No campo social, eu tive uma experiência singular na área de direitos humanos. Alagoas e Maceió tem uma área natural de muita beleza e, por isso, concentra grande fluxo turístico. Mas o estado tem uma diversidade muito profunda, por exemplo, hoje somos campeões de analfabetismo, onde 53% da população é analfabeta funcional. A concentração econômica é muito grande, sendo que mais de 75% da população ganha até um salário mínimo. Então sem dúvidas é preciso ter um olhar social. Meu viés sempre foi social, desta forma criei a Comissão Permanente de Direitos Humanos na Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa e eu quero participar da comissão na Câmara Federal junto de companheiros que tem representatividade. E na economia, uma das cadeias produtivas que vamos trabalhar é o turismo que tem o papel de horizontalizar essa economia, porque ao mesmo tempo você tem redes de hotéis, mas também pousadas, você tem restaurantes e também tapioqueiras nas praias. E falta uma representação nessa área, que pretendemos criar uma relação mais estreita.

E quais são as estratégicas para implantação do modo petista governar?

Temos um grande desafio porque dos 102 municípios do estado, temos apenas dois prefeitos. É muito pouco, é verdade, mas antes não tínhamos representação nenhuma. Temos que servir como base, nestas duas cidades, como exemplo do Partido dos Trabalhadores colocando o orçamento participativo em que a democracia direta é fortalecer a sociedade civil organizada. Com os conselhos municipais de educação, de saúde, e os diversos segmentos e setores da população, tudo isso para que a sociedade possa discutir o poder local, pois quem conhece a realidade local é quem vive. Essa é a experiência exitosa que o PT implantou a nível nacional, mas que funciona tanto numa grande capital quanto em cidades pequenas do interior.

Fonte: Janary Damacena – Portal do PT)

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