A morte do empresário português Mário José Santos da Silva, 42, tornou-se um caso complicado após o resultado do teste balísticos realizado na arma do principal suspeito. Há três meses o assassinato vem sendo investigado pela Delegacia de Homicídios, em Maceió, onde diversas pessoas já foram ouvidas, entre elas, um policial apontado como o autor material do crime.
Em entrevista ao CadaMinuto, o delegado Rossílio Souza, da Força Nacional, responsável pela investigação, afirmou que o caso está complicado e o verdadeiro suspeito ainda não foi identificado. Rossílio explicou que diante das informações fornecidas por testemunhas, a Polícia conseguiu chegar identificar um policial, mas com resultado do teste balístico, sua participação no crime foi descartada.
Indagado sobre as características do veículo e o número da placa, também fornecidos por testemunhas, o delegado afirmou que o número da placa era falso. “Estamos trabalhando nesse caso, mas está complicado. Ainda não conseguimos identificar o acusado”, completou Rossílio.
Relembre o caso
Mário José Santos da Silva, 42, foi assassinado a tiros de pistola no dia 02 de outubro. De acordo com testemunhas, o carro do português, um Pólo, foi atingido por um Pálio Weekend, de cor prata e placa com final 4918 (dados repassados por testemunhas), nas imediações do Conjunto Vila dos Pescadores. Mário pediu que o motorista do Pálio saísse do carro, o que não ocorreu.
Ao parar em um semáforo, quase em frente à sede da Procuradoria Geral do Estado, o português desceu de carro e foi tirar satisfações com o condutor do outro veículo. Sem dar chances de defesa, o motorista do Pálio efetuou dois disparos de pistola 380, que atingiram a vítima. Em seguida, ele ainda passou por cima do empresário com seu carro.
No momento do crime, Mário José estava acompanhado do enteado e da esposa, com quem estava casado há dois meses. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu ainda na ambulância.
