Vinte cinco pessoas indiciadas pelos crimes de estelionato qualificado, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, e inserção de dado falso em sistema informatizado. Esse foi o saldo da operação CID-F II, deflagrada no dia 14 de dezembro do ano passado para desbaratar um grupo criminoso que agia no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Alagoas.
De acordo com o delegado Alexandre Mendonça, responsável pelas investigações, o inquérito, que apontou uma fraude de cerca de R$ 2 milhões do INSS, por meio da concessão de benefícios irregulares, foi concluído e entregue no último dia 28 para a 1ª Vara da Justiça Federal. Além das duas pessoas presas durante a operação, há beneficiários do INSS entre os indiciados.
Mendonça informou também que os dois homens que não foram presos durante a CID-F II continuam foragidos. Cícero Barros, conhecido como Cícero Contador, e Florisvaldo Luis da Silva, ainda não foram localizados pelos agentes da Polícia Federal. O delegado afirmou que o advogado de Florisvaldo já entrou em contato com a PF e negocia a apresentação do seu cliente.
A Polícia Federal solicita que quem tiver informação sobre o paradeiro de Cícero e Florisvaldo entre em contato pelo telefone 3216-6700.
A Operação
A CID-F II foi um desdobramento da Operação CID-F, deflagrada em junho de 2011, que desbaratou uma quadrilha que se utilizava de empresas diversas para inserção de vínculos fictícios nos sistemas informatizados da Previdência Social visando a obtenção de benefícios previdenciários, como auxílio-doença e aposentadorias por invalidez e por tempo de contribuição.
Somando os desvios descobertos nas duas operações, o valor chega a R$ 14 milhões pagos em benefícios irregulares.


