Os servidores administrativos da Polícia Federal em Alagoas aguardam o posicionamento da Justiça sobre uma ação impetrada pela categoria. Eles solicitam a volta do pagamento do adicional de periculosidade por trabalharem em um ambiente onde existe um depósito de pólvora, explosivos e munições. A sala de armazenamento deste material está localizada na Superintendência da PF, no bairro do Jaraguá.

Antônio Santos Filho, representante no estado do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF), disse que o bônus era pago, mas foi retirado por determinação do ex-superintendente da PF em Alagoas Amaro Vieira. Antonio explicou que Vieira pediu que fosse feito um laudo e, com base no documento, suspendeu o pagamento do adicional de periculosidade para 43 servidores administrativos.

“Nós contestamos esse laudo que foi feito por um perito que é engenheiro civil. O ex-superintendente foi embora e nos deixou esse presente. Apenas três servidores, que trabalham diretamente nesse depósito, recebem o bônus. A gente pediu que fosse feito um novo laudo, mas para a Justiça ele não tem validade”, disse o representante do SINPECPF à reportagem do CadaMinuto.

Na ação impetrada, o SINPECPF solicita que um novo laudo seja confeccionado por peritos a serem designados pela Justiça Federal. “Se acontecer algo semelhante com o que houve na Deic, da Polícia Civil, o estrago será muito grande. Por isso, nós pedimos que o valor volte a nos ser repassado”, colocou Antônio.

A assessoria de comunicação da PF em Alagoas não detalhou o tipo de material armazenado na Superintendência, apenas confirmando se tratar de “equipamento policial”. Sobre a possibilidade de o novo superintendente Omar Haj Mussi determinar a volta do pagamento do adicional para os servidores, a assessoria informou que isso dependeria de uma análise técnica, que teria como base um novo laudo.