O presidente do inquérito policial, que apura a explosão ocorrida na sede da Diretoria de Recursos Especiais (DRE), onde funcionava a Deic (Divisão Especial de Investigações e Capturas), no bairro do Farol, delegado Carlos Reis, diretor da DPJM (diretoria de Polícia Judiciária Metropolitana), com o delegado Medson Maia, diretor da Deinfo (Diretoria de estatística, informática e armas) e o delegado Robervaldo Davino, diretor da DPJA-1 (Diretoria de Polícia Judiciária, Área 1) ouviram na manhã desta sexta-feira (28), 12 policiais militares da Rádio Patrulha, na delegacia-geral da Polícia Civil, em Jacarecica.
Os trabalhos da comissão começaram no dia seguinte do fato e as primeiras testemunhas a deporem foram os policiais civis que trabalhavam no prédio da Deic.
Desta vez, a comissão de delegados se dividiu para ouvir as testemunhas e acelerar os trabalhos de investigações. Os militares são considerados importantes para o inquérito, uma vez que foram os primeiros a visualizarem o local da tragédia.
De acordo com Carlos Reis, durante esta tarde serão ouvidos os bombeiros militares, que ao tomarem conhecimento da explosão se deslocaram para o resgate de possíveis vítimas. “Parabenizo pela atitude dos militares, que foram os primeiros a entrar no local e a realizar os resgates, mesmo correndo riscos”, ressaltou.
Segundo o presidente do inquérito, a comissão está empenhada nas investigações e conta ainda com o apoio de outras instituições. “Os trabalhos são realizados de forma minuciosa e dispomos também do levantamento dos 12 peritos criminais da Polícia Federal, que já estão colhendo vestígios no local”, esclareceu.
Filmagens produzidas pela população também vão subsidiar as investigações e a conclusão do trabalho de perícia dos federais está previsto para ser concluído em duas ou três semanas. Já a conclusão do inquérito é de 30 dias, podendo prorrogar por igual período.
Carlos Reis informou ainda que um projeto, em parceria com o Governo federal, no valor de pouco mais de R$ 2 milhões, já foi aprovado, para melhorar a estrutura de 12 delegacias.
Em relação ao armazenado, o delegado explicou que com a conclusão de um inquérito policial, todo o material apreendido tem que ser enviado ao judiciário ou devolvido ao legítimo proprietário. “Na verdade somos vítimas da nossa eficiência. Estamos na rua prendendo e apreendendo diversas cargas, que devem ser encaminhadas ao judiciário, mas que nem sempre tem espaço físico para recepcioná-las”, concluiu.


